Gestão de Negócios

7 erros de gestão tributária que sua empresa precisa evitar

Escrito por SONDA

Muitas empresas ainda cometem erros de gestão tributária. E fica pior: com a alta carga de impostos no Brasil, essa situação pode repercutir negativamente na saúde financeira da organização.

Segundo dados da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon), o pagamento de tributos no país deve chegar a 33% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2017. É por isso que o país está no 7º lugar do ranking de cobrança de impostos, de acordo com o Relatório de Competitividade Global do Fórum Econômico Mundial (FEM) divulgado pela InfoMoney.

A dúvida é: o que fazer? Neste post, vamos mostrar os principais erros cometidos na gestão tributária e o que fazer para evitá-los. Então confira a partir de agora o que você não deve fazer!

1. Optar pelo regime tributário errado

O primeiro passo para garantir uma boa gestão tributária é fazer a escolha adequada do regime de impostos. Nesse sentido, uma decisão errada gera impactos negativos que se refletem durante todo o ano de exercício fiscal. Por sua vez, a apuração precisa reduz custos por evitar o recolhimento desnecessário de tributos.

Atualmente, os regimes tributários existentes são: Simples Nacional, Lucro Real, Lucro Presumido e Lucro Arbitrado. Entenda melhor cada um!

Simples Nacional

Prevê que todos os tributos sejam recolhidos em apenas uma guia. O limite de faturamento é de 3,6 milhões de reais, mas passará para 4,8 milhões em 2018.

Lucro Real

É o modelo padrão e mais complexo, sendo a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) e o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) os tributos mais impactados. Não há limite de faturamento, mas algumas empresas são obrigadas a optar por esse regime devido a suas atividades.

Lucro Presumido

É um modelo mais simplificado, que toma como base alíquotas de presunção do lucro empresarial. O faturamento deve ser de até 78 milhões de reais.

Lucro Arbitrado

É um regime especial, que toma como base as alíquotas do Lucro Presumido com acréscimo de 20% para o IRPJ e CSLL — isso se for possível mensurar a receita bruta.

A escolha do regime tributário deve ser feita com base em uma análise fundamentada que leve em conta o faturamento e a atividade empresarial. A melhor maneira de conseguir isso é com a ajuda de um contador e dados de um software de gestão, como um ERP.

2. Negligenciar a tecnologia para coletar dados

As tomadas de decisão devem ser embasadas em informações precisas. Por isso, o ideal é que os dados sejam coletados por meio de softwares tecnológicos. Essa atitude facilita o recolhimento, a análise e a filtragem dos dados, já que os setores contábil e financeiro costumam ter muitas responsabilidades. Dessa forma, é possível fazer um planejamento adequado das rotinas fiscais, o que permite cumprir as obrigações impostas pela legislação de maneira mais fácil.

3. Deixar de entregar as obrigações acessórias

Tudo bem que a legislação impõe diversas obrigações regulares, mas também é preciso contar com as acessórias. Entre as principais estão: a Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF), a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), a folha de pagamento e a emissão de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e). Há ainda as demonstrações contábeis — como é o caso da Demonstração de Resultados do Exercício (DRE) e do Balanço Patrimonial (BP), documentos fundamentais para controlar e avaliar a saúde financeira do negócio.

Para ter um bom monitoramento e cumprir com as obrigações acessórias, é preciso trabalhar com um sistema de gestão adequado às necessidades da empresa. Entre as funções desse software devem estar: a emissão e o controle de NF-e, a gestão de estoque e muitas outras informações. Tenha em mente que esses dados ajudam a gerar alguns documentos importantes, como a Escrituração Fiscal Digital (EFD) e a EFD-Contribuições.

4. Precificar produtos incorretamente

Essa é uma situação bastante comum nas empresas brasileiras, uma vez que muitos empreendedores têm dificuldade de entender o valor do imposto sobre determinados itens e, por isso, definem o preço considerando apenas o custo de produção. O resultado vem em forma de prejuízo para o negócio, porque não são levados em conta todos os elementos que incidem sobre as mercadorias. Para resolver essa questão, é preciso conhecer os aspectos tributários e, se necessário, contar com a ajuda de um contador.

Para não cometer esse erro, saiba desde já que existem basicamente 3 formas de calcular o preço dos produtos. São elas:

Mark-up

É feita a análise dos custos de produção, distribuição, comercialização e divulgação, acrescentando a margem de lucro pretendida. Como é um método bem seguro, é também o mais recomendado e adotado.

Preço-teto

Identifica-se o preço máximo que os consumidores estão dispostos a pagar para, então, realizar os ajustes necessários a fim de assegurar maior lucro e produtividade enquanto há menos custo.

Percepção de valor

Avalia a compreensão dos clientes sobre o preço praticado, considerando elementos como prazos, descontos, serviços adicionais, taxas de juros, atributos da marca, entre outros. É a metodologia mais interessante porque remunera todo o esforço feito para agregar valores.

5. Identificar equivocadamente produto, origem e destino

A legislação tributária brasileira é tão complexa que, em muitos casos, o imposto precisa considerar tanto a origem como o destino do produto, além do tipo de mercadoria que está sendo comercializado. De acordo com esses elementos, a normatização pode ser diferente. É essencial observar, portanto, se a substituição tributária pode ser aplicada. A melhor forma de fazer isso é pela consulta à classificação do produto e sua origem. Em seguida, cruze as informações com o destino.

6. Ignorar os resultados dos erros de gestão tributária

A penalidade mais evidente é a aplicação de multa, que tem valor relativamente pequeno. Por isso, muitos empreendedores até esquecem que a gestão tributária correta é necessária. No entanto, os erros também podem ocasionar sanções administrativas pela retenção da carga em trânsito, fazendo com que o valor do frete seja alterado e a entrega final, prejudicada. Tudo isso implica, claro, em custos e burocracia.

7. Adotar soluções temporárias para resolver impasses

Muitas vezes, os empreendedores aproveitam as falhas do sistema de arrecadação de tributos para usar soluções temporárias e conseguir driblar o fisco. Isso até pode resolver em um primeiro momento, mas definitivamente não vale a pena adotar essa opção pensando no longo prazo. A chance de sofrer uma multa é muito maior e o valor cobrado nesse caso será bem mais elevado. O melhor, assim, é recolher o tributo adequadamente, pagar o que for necessário e ficar em dia com a Receita Federal.

Lembre-se de que o chamado jeitinho brasileiro pode fazer você ter problemas maiores, chegando até mesmo à proibição do exercício de suas atividades. Portanto, esteja atento às mudanças na legislação e use um software de gestão para cumprir o compliance fiscal!

E você, já cometeu algum desses erros de gestão tributária? Ainda precisa melhorar seus processos? Comente e nos conte! E aproveite para conferir mais dicas seguindo nossos perfis no Facebook, no LinkedIn, no Google+ e no Twitter!

Sobre o autor

SONDA

A SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, atua em 10 países com mais de 22 mil colaboradores e 5 mil clientes ativos. Em parceria com seus clientes, a SONDA acredita que com o uso de soluções tecnológicas é possível transformar seus negócios, permitindo conquistar eficiência e vantagem competitiva. Entendemos do seu negócio e sabemos fazer acontecer, contando com uma equipe altamente capacitada. Para mais informações, acesse www.sonda.com/br.

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