Fiscal

Inteligência fiscal: 6 dicas para garantir em uma empresa

Escrito por SONDA

Tendo que lidar com uma carga tributária famosa por ser uma das mais pesadas do mundo, os brasileiros certamente podem se beneficiar (e muito) da inteligência fiscal, atividade imprescindível para reduzir custos e impulsionar resultados. Ao contrário do que muita gente pode pensar, a área fiscal está longe de ser apenas burocrática. Entenda desde já: esse é um setor estratégico dentro de qualquer organização.

A ideia é assegurar que a empresa aumente sua competitividade e que o gestor não só cumpra suas obrigações com a Receita Federal como tome decisões mais precisas. No entanto, isso só é alcançado se você trabalha a inteligência! Pensando nisso é que, neste post, vamos mostrar o que esse conceito significa, quais são seus principais benefícios e como aplicá-lo no seu negócio. Então vamos lá?

Afinal, o que é inteligência fiscal?

Essa expressão designa um conjunto de ações que permite obter, avaliar, divulgar e proteger informações e dados. Essa é uma tendência que vem sendo cada vez mais adotada por apresentar resultados concretos. Além disso, agrega valor ao empreendimento e traz boas oportunidades de negócios, evitando que os créditos tributários sejam prescritos e proporcionando mais clareza, inovação e objetividade aos processos.

Essa também é uma forma de evitar a autuação fiscal. Com os processos informatizados da Receita Federal e a fiscalização eficiente por meio de cruzamento de dados e algoritmos para detecção de fraudes tributárias, a tendência é que o fisco esteja correto. Melhor evitar que sua empresa tenha que arcar com o prejuízo no caso de uma autuação, não concorda?

Quais são as principais vantagens?

Os benefícios de implantar a prática da inteligência para o setor fiscal são bastante variados. Um dos principais é a redução de custos com os impostos, uma vez que é feito um planejamento tributário e são desenvolvidas ações para identificar oportunidades e falhas. Outras vantagens são:

  • diminuição dos riscos de autuação por parte da Receita Federal;
  • elaboração de estratégias e metas fiscais mais direcionadas;
  • aumento da vantagem competitiva, já que o desenvolvimento legal amplia as chances de incentivo governamental e os comportamentos fiscal, tributário e operacional geram uma diferenciação em relação à concorrência;
  • maiores possibilidades de sucesso nas transações;
  • aumento da segurança em relação à tomada de decisões;
  • garantia do compliance;
  • valorização dos sistemas de informação empresariais.

Como aplicar a inteligência fiscal?

Essa prática pode ser adotada por meio de atitudes simples, como as que listaremos a seguir. Anote aí!

1. Escolha estratégica do regime fiscal adotado

O primeiro passo é adotar o regime tributário certo, uma vez que só isso já faz a empresa economizar significativamente. E se engana quem pensa, por exemplo, que por ter um faturamento pequeno deve optar pelo Simples Nacional. Pode acreditar: às vezes, o Lucro Presumido ou o Lucro Real pode ser uma opção bem mais interessante!

O ideal é analisar anualmente o enquadramento fiscal e fazer simulações a partir de sistemas e controles eficientes de gestão financeira e operacional. Afinal de contas, é imprescindível contar com informações confiáveis para executar uma avaliação rígida.

Outro ponto relevante diz respeito aos benefícios fiscais. No caso do Simples Nacional, por exemplo, as mudanças no ICMS podem prejudicar o negócio e fazer com que um dos outros 2 regimes se torne mais vantajoso.

2. Uso de sistemas tecnológicos que facilitem a gestão fiscal

As soluções tecnológicas aumentam o controle das operações e trazem mais segurança aos dados, garantias simplesmente fundamentais para a realização de um planejamento tributário eficiente.

Usar um software voltado para a gestão fiscal é uma forma de assegurar a atualização constante dos dados e mostrar aos colaboradores a importância do registro das ações. Desse modo, os processos são monitorados e os tributos, corretamente indicados. A consequência é vista em forma de uma ocorrência menor de erros e da contribuição para uma análise mais precisa dos dados.

3. Gestão dos riscos financeiros

Não tem como fugir: as atividades tributárias possuem riscos inerentes aos processos. Mas tem saída! A melhor maneira de se proteger de problemas e garantir o compliance fiscal é por meio da gestão dessas ameaças.

Para isso, uma dica relevante é fazer um diagnóstico da situação tributária a fim de analisar o fluxo operacional da organização e identificar os pontos de contingência. Essa medida reduz significativamente os riscos por avaliar a apuração dos tributos diretos e indiretos e descobrir potenciais divergências que podem levar à redução de gastos.

4. Treinamento constante dos colaboradores da área fiscal

Essa é a prática mais recomendada para ter certeza de que os colaboradores estarão sempre prontos para lidar com todas as situações fiscais que podem aparecer no dia a dia da empresa.

Vale a pena lembrar que as modificações na legislação fiscal são constantes — agora especialmente por conta do projeto Sistema Público de Escrituração Digital (SPED). Obviamente, os colaboradores precisam estar preparados para essas alterações. E esse treinamento pode acontecer por meio de cursos, congressos, workshops, especializações e o que mais parecer interessante para agregar conhecimento.

5. Elaboração de planejamento fiscal e tributário

A gestão fiscal depende de um bom planejamento. Isso passa pelo conhecimento dos principais encargos incidentes e pela criação de reservas para emergências. Além disso, é necessário manter dados históricos, como faturamento, receita bruta, despesas operacionais e margem de lucro, entre outros. Essas informações devem ser usadas como base para o planejamento.

A partir disso, é possível definir o melhor regime tributário, que impacta diretamente as obrigações fiscais. Ainda dá para verificar a existência de incentivos ou isenções fiscais e de créditos que podem ser aproveitados.

6. Execução de auditorias e consultorias

A complexa legislação fiscal brasileira pode causar problemas de gestão e criar empecilhos para o cumprimento de obrigações. As alterações na lei podem inclusive ocasionar mudanças nos regimes tributários e mudar as alíquotas dos impostos. Qual o resultado dessa situação? Simples: uma chance maior de erros!

Por isso, além da inteligência para a área fiscal, do planejamento e das ações de controle, é recomendado executar auditorias ou consultorias externas. Essas análises permitirão identificar problemas e verificar situações que podem ser melhoradas. O consultor pode, por exemplo, indicar a adoção das melhores práticas do mercado, apontar falhas nos processos e assinalar o melhor caminho a seguir de acordo com as particularidades da organização.

Com essas 6 dicas, vai ficar muito mais simples aplicar a inteligência fiscal e ter essa área como uma atividade estratégica na sua empresa! Se você gostou deste conteúdo, aproveite para compartilhá-lo em suas redes sociais e ajudar outras pessoas!

 

Sobre o autor

SONDA

A SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, atua em 10 países com mais de 22 mil colaboradores e 5 mil clientes ativos. Em parceria com seus clientes, a SONDA acredita que com o uso de soluções tecnológicas é possível transformar seus negócios, permitindo conquistar eficiência e vantagem competitiva. Entendemos do seu negócio e sabemos fazer acontecer, contando com uma equipe altamente capacitada. Para mais informações, acesse www.sonda.com/br.

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