Tecnologia da Informação

Migração para a nuvem: um pré-requisito para seu sucesso

Escrito por SONDA

Nos últimos anos, a TI assumiu uma nova perspectiva no ambiente corporativo. Mais que servir de suporte, o papel da Tecnologia da Informação agora é realmente fazer parte do negócio. Diante desse novo cenário, é importante acompanhar o ritmo e a velocidade de crescimento empresarial, entender e estar apto a atender às características próprias de cada organização.

A essa altura, aquela máxima que teima em dizer que one size fits all pode ser solenemente enterrada no passado da TI. Para fazer parte do negócio, não é suficiente ter padrão. É fato: para cada empresa, a Tecnologia da Informação deve atuar de uma forma específica. Só assim essa área será capaz de corresponder às expectativas organizacionais e ser bem-sucedida. E, para atingir esse sucesso, a migração para a nuvem é fundamental.

Industrialização da Tecnologia da Informação

Nesse novo cenário da Tecnologia da Informação, a importância da computação na nuvem é consolidada: a migração equivale à industrialização da TI. Assim como Henry Ford instituiu o fordismo e revolucionou a indústria automobilística com a criação da linha de produção e seus conceitos de segmentação das atividades, a nuvem chegou para fazer o mesmo na Tecnologia da Informação.

Antigamente, os modelos de carro eram poucos e grande parte da indústria automobilística ainda dependia de processos manuais. No mercado atual, os consumidores têm à disposição um grande leque de opções, tamanhos, cores e funcionalidades. O que a cloud fez? Justamente isso: automatizou processos básicos e procedimentos essenciais, que demandavam muito tempo. Hoje, é possível ter flexibilidade e customização rapidamente e em escala.

Sendo parte do negócio, é necessário que a TI seja customizada para cada organização. E isso precisa ser rápido, por meio, claro, das tecnologias de nuvem! Como dissemos, a cloud é a industrialização da TI. A partir da migração para a nuvem, é possível diminuir custos, ter mais flexibilidade e alcançar a tão sonhada velocidade que estava bem distante há 7 ou 8 anos.

Recorrer à cloud computing ajuda a impulsionar os ganhos empresariais. De acordo com um estudo global desenvolvido pela IDC e divulgado pela Cisco, 53% das empresas que usam a computação em nuvem aumentariam as receitas até 2017. No entanto, a Softchoice indicou que encontrar as habilidades e os conhecimentos necessários para uma estratégia em nuvem tem mostrado ser uma tarefa bastante difícil para as empresas atualmente. É necessário, portanto, encontrar o equilíbrio para não deixar a empresa defasada.

Deixar de migrar é sinônimo de lentidão

Enquanto a cloud computing apoia a Tecnologia da Informação na atuação estratégica para acertar os rumos de uma organização, as empresas que ainda têm resistência em migrar para a nuvem se deparam com obstáculos que afetam diretamente sua capacidade de crescimento. Em um cenário em que a demanda por velocidade é cada vez mais incisiva, com a necessidade de um go to market rápido, não adotar tecnologias de nuvem é sinônimo de deixar a empresa lenta, incapaz de acompanhar o mercado.

Com a globalização, as organizações lidam com sistemas integrados tanto para clientes quanto para fornecedores. Atualmente, o processo comercial de um negócio possui integração tanto com o distribuidor como com o cliente final, além de todo um grande ecossistema. Se não adota a nuvem, a companhia não acompanha essas empresas, ficando desalinhada com clientes e fornecedores. Então entenda: embarcar nessa tendência de TI é uma obrigação. Caso contrário, sua empresa ficará para trás.

Segundo o Gartner, a adoção da cloud computing aumentará significativamente nos próximos anos, com a implantação do software em nuvem gradualmente se tornando o padrão e não um diferencial. Até 2020, a previsão é de que uma política corporativa fora da nuvem se torne tão incomum quanto uma política de não internet hoje em dia.

Troca de Capex por Opex

Como se não bastasse estar atrasada em relação ao mercado, a empresa que não adota tecnologias de nuvem mantém um custo específico. Uma das vantagens da cloud computing é trocar Capex por Opex. Entretanto, se o setor financeiro da empresa possui uma estratégia para a qual precisa de Operational Expenditure, a organização continuará operando com Capital Expenditure caso não migre para a nuvem. É preciso entender que é impossível manter a TI interna com Capex baixo.

Mas atenção: a migração para a nuvem não é uma certeza de redução de gastos. A partir da troca de Capex por Opex, o negócio passa a ter custos variáveis que impactam a operação, sendo que tais custos podem ter perspectivas positivas ou negativas. Para a cloud, o lado ruim surge em forma de necessidade de uma gestão muito efetiva.

É como comparar cloud com contas de luz: a tarifa da companhia elétrica pode aumentar, mas, no fim do mês, não há certeza de quanto será gasto. Afinal, existem fatores de grande oscilação envolvidos aí. Por mais que haja planejamento, portanto, o valor a ser pago ainda é imprevisível. Convivendo com custos variáveis, é preciso garantir uma boa gestão tanto desses custos como daquilo que será migrado para a nuvem.

Incertezas econômicas e de carga tributária

As incertezas quanto a gastos estão relacionadas ao cenário econômico do país. Na realidade brasileira atual, os economistas têm dificuldade em fazer projeções até para o mês seguinte, tudo graças à complexidade do cenário. Assim, a partir do momento em que as tecnologias de nuvem são atreladas ao dólar, é preciso se preocupar. Afinal, há muita oscilação cambial. É necessário, portanto, usar recursos financeiros ou soluções técnicas para não deixar as variações da economia afetarem o custo da cloud computing.

A atenção também se volta para a carga tributária, cuja complexidade é notória para todo empresário e executivo. As discussões sobre a forma ideal para cobranças em cloud ainda estão em alta: as tarifas serão aplicadas como software ou como serviço? Para quem lidera projetos de migração para a nuvem, isso deve estar claro. É preciso controlar custos variáveis e saber qual imposto será recolhido.

Apesar dessas incertezas no Brasil, os padrões de mercado global indicam que migrar para a nuvem se reflete em redução de gastos. De acordo com a UBS, mais de 30% dos usuários da nuvem informam uma economia de custos superior a 40% após o segundo ano de adoção da cloud, enquanto quase todos os usuários da nuvem relatam economia de mais de 20% no segundo ano.

Escalabilidade, disponibilidade e resiliência

Passar a operar com Opex é apenas uma das diversas vantagens percebidas por empresas que migram para a nuvem. Outro ponto favorável é a escalabilidade. Nesse mercado, ainda se observa uma reclamação constante sobre a falta de escalabilidade da TI. Com a cloud computing, no entanto, esse ponto tem uma melhoria mais que clara, ainda sendo possível contar com a disponibilidade dos sistemas de Tecnologia da Informação.

Há também uma vantagem relacionada à resiliência. Pense bem: no mercado atual, muitas startups nascem em garagens ou faculdades e, rapidamente, superam empresas de mais de 50 anos de longevidade. Mesmo sem investimento inicial, essas startups conseguem ter toda a infraestrutura de TI necessária, crescer e superar grandes players, justamente por adotarem a tecnologia de cloud. A maioria das startups já nasce na nuvem e dispensa a necessidade de Capex. Esse cenário corresponde ao momento em que se oferece mais autonomia às células de uma organização e, assim, a burocratização é rompida.

O grande advento que a cloud traz para os negócios, seja para uma startup ou uma grande empresa, é a oferta de agilidade e velocidade. Na tecnologia de nuvem, há fatores que não deixarão de ser moda, gradativamente sumindo do mapa. Quando o pico de expectativa a respeito da solução que um produto traz é alcançado: é nesse momento que pode ser feita a separação entre aqueles que vingarão e outros que serão descontinuados.

Há dentro da cloud tecnologias que eventualmente se mostrarão não factíveis. Outras, no entanto, realmente mostrarão que vieram para ficar. Se sua empresa não está inserida nesse cenário, você fica atrás de clientes e fornecedores. E é claro que, uma vez atrás, seus concorrentes estarão à frente. Com um bom produto, com bons parceiros e clientes, não será preciso sequer observar os concorrentes, pois a empresa já estará vendendo. E, para conseguir vender, é imprescindível se apoiar em tecnologias de cloud.

Estratégia de cloud computing

Toda empresa que adota uma estratégia para a nuvem deve implementar também um fluxograma com perguntas-chave para o negócio. Se a organização é um banco, não tem como errar: o sistema pode até ficar fora do ar ou lento, mas dificilmente será invadido e terá os dados dos clientes roubados. De toda forma, é preciso ter um roadmap que aponte para a segurança. Quando pensamos em qual cloud usar, portanto, precisamos saber quais perguntas de segurança devem ser feitas para escolher a tecnologia de nuvem certa.

Mais uma vez, afirmo: considerar que one size fits all é, hoje, um verdadeiro absurdo. E o mesmo vale para a cloud computing! São diversos os tipos de nuvem, os modelos a serem contratados e os players do mercado. Sabendo disso, não coloque todas as suas fichas em um tipo de tecnologia ou fornecedor de cloud só. Surge aí o cloud broker para entender a estratégia do negócio e identificar que conjunto de clouds atenderá adequadamente a empresa. É preciso, portanto, definir bem as perguntas atreladas ao negócio, para, assim, escolher os melhores players com quem trabalhar.

Questão de sobrevivência

Atualmente, existem basicamente 2 cenários para a Tecnologia da Informação: empresas que precisam migrar para a cloud e empresas que já nascem usando as tecnologias de nuvem. Os maiores benefícios da cloud são observados pelas organizações que estão surgindo agora no mercado, já que, desde o começo de suas operações, elas já trabalham da forma certa.

Quando um modelo legado deseja migrar para a nuvem, o potencial dessa tecnologia não é totalmente alcançado. Já as empresas que estão nascendo agora devem olhar 100% para a cloud. Exemplos como Netflix, Uber e Airbnb são hoje em dia as maiores empresas do mundo em entretenimento, transporte e tecnologia. O que têm em comum? Todas nasceram usando tecnologias de cloud.

Enquanto empresas que já estão no mercado devem considerar a migração para a nuvem como algo vital para os negócios, organizações que conduzem novos projetos não têm outra escolha a não ser adotar a cloud computing. Se uma solução de TI está em desenvolvimento, não olhar para tecnologias de nuvem é um pecado capital.

De acordo com um relatório do Gartner, no momento em que as empresas têm que tomar decisões a respeito do orçamento de TI, as opções por recorrer a serviços de cloud computing para projetos novos ou mesmo para substituir sistemas existentes alteram a forma como esses investimentos são realizados, resultando na migração das soluções de TI tradicionais para a nuvem.

O documento do Gartner avalia que esse cenário é consequência de uma postura empresarial que coloca a nuvem em primeiro lugar nos investimentos de Tecnologia da Informação. Essa orientação aumentará a taxa de adesão e, consequentemente, a migração para a nuvem. O índice de empresas que adotarão a cloud sofrerá variações de acordo com a dinâmica de cada segmento de mercado.

Ao analisar tendências dos gastos com Tecnologia da Informação, o Gartner indica que a previsão de investimento em sistemas para data centers em 2017 é de 175 bilhões de dólares, com crescimento para 181 bilhões até 2020. Os investimentos em serviços de infraestrutura dos sistemas em nuvem passarão de 34 bilhões de dólares em 2017 para 71 bilhões no fim desta década. Tais gastos representarão 39% do total de custos com sistemas para data centers.

No fim das contas, nenhuma iniciativa de cloud computing é iniciada por um mero desejo de TI ou simplesmente por ser moda. Na verdade, essa mudança se dá pela própria necessidade do negócio. A partir do momento em que surge essa demanda, é preciso estabelecer uma estratégia para identificar os principais players. Ao fazer a migração para a nuvem, não se deve trabalhar apenas com um provedor, pois isso não funciona. Para toda migração, deve-se elaborar um business case. Já para empresas que estão nascendo agora, o caminho é um só: a nuvem é mandatória.

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Sobre o autor

SONDA

A SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, atua em 10 países com mais de 22 mil colaboradores e 5 mil clientes ativos. Em parceria com seus clientes, a SONDA acredita que com o uso de soluções tecnológicas é possível transformar seus negócios, permitindo conquistar eficiência e vantagem competitiva. Entendemos do seu negócio e sabemos fazer acontecer, contando com uma equipe altamente capacitada. Para mais informações, acesse www.sonda.com/br.

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