Gestão de Negócios

Como a pirataria de software gera riscos financeiros para uma empresa?

Escrito por SONDA

Apesar de muito combatidas, a filosofia do jeitinho e a sensação de impunidade ainda se infiltram em empresas brasileiras de todos os tamanhos, incentivando o roubo de propriedade intelectual. Mas será que não pagar por uma solução tecnológica é realmente vantajoso? Neste post, vamos discutir um pouco sobre as razões que tornam a pirataria de software um risco financeiro para seu negócio. Confira!

A pirataria de software

É importante começarmos contextualizando o que exatamente define um software pirata. Como a prática se tornou bastante comum no Brasil desde os anos 1990, várias concepções equivocadas sobre o assunto acabaram se popularizando e ajudando a disseminar a cultura de que pirataria não é roubo.

Um programa de computador é pirateado geralmente pela manipulação ilegal do seu código, fazendo com que ele pule a etapa de verificação da licença de posse ou uso, sendo enganado para entender aquele computador como certificado para iniciar a aplicação. A pirataria se define, então, pela quebra de propriedade intelectual e pelo uso não autorizado de uma ferramenta digital.

Para não restarem dúvidas, aqui vai um alerta ainda mais direto: usar um software de qualquer natureza e de qualquer maneira sem a devida licença de uso é crime, podendo resultar inclusive em detenção do infrator.

As consequências para as empresas

As ditas vantagens de usar um software pirata são muito conhecidas entre as empresas brasileiras — principalmente o não pagamento pelo produto ou serviço. No entanto, o que não é discutido até que seja tarde demais é o lado negativo: os prejuízos operacionais e financeiros desse tipo de saída a médio e longo prazos.

Para que você entenda melhor os riscos que uma empresa corre ao usar programas pirateados, listamos os principais pontos de atenção que você deve levar em conta sobre o assunto. Veja só!

Comprometimento técnico

O que muitos gestores ignoram ao arriscar com o uso de softwares piratas é que essa nunca é uma solução perfeita. Afinal, qualquer método de quebra de licença em um código proprietário é feito na base do improviso, criando, como efeito colateral, várias complicações inesperadas.

Nos casos mais sérios, o código alterado pode comprometer o disco onde está instalado, corrompendo o sistema ou até afetando fisicamente a máquina. Em uma escala corporativa, a empresa corre o risco de gastar muito mais em manutenção que o previsto no orçamento, muitas vezes precisando até trocar parte da estrutura.

Queda na produtividade

Não é apenas envolvendo o custo de manutenção que a empresa que opta por softwares piratas corre o risco de perder dinheiro. Esses efeitos colaterais que afetam o desempenho do sistema e dos computadores do negócio também podem causar prejuízos consideráveis à produtividade.

Por terem seus códigos manipulados de forma indevida, programas pirateados normalmente apresentam uma performance bem inferior à do produto legalizado. Isso é refletido no tempo gasto para cada tarefa, com problemas ao salvar e abrir arquivos, além de constantes congelamentos do sistema que exigem o reinício da máquina.

Ao longo do dia, todos esses pequenos contratempos se somam, inevitavelmente tornando a equipe menos produtiva, deixando os processos menos otimizados e até aumentando os níveis de estresse ao longo dos meses.

Roubo de dados

Por mais incrível que pareça, muitos diretores e gestores não se atentam para os perigos que um software pirata pode trazer para a proteção de dados sigilosos e estratégicos. A linha de pensamento aqui é muito simples: se uma pessoa foi capaz de alterar o código de um programa para pular a verificação de licença, o que mais pode ter sido modificado para ganho próprio?

Pode acreditar: a inclusão de malwares em programas pirateados não é nada rara. Lembrando que os malwares são pequenos softwares escondidos dentro de outros que são instalados sem o conhecimento do usuário e podem ser controlados remotamente. São usados no meio corporativo para vazar documentos sigilosos, roubar dados estratégicos ou sequestrar informações importantes em troca de resgates em dinheiro.

De toda forma, qualquer que seja a maneira como a empresa eventualmente for comprometida, o resultado costuma ser um só: prejuízo financeiro, operacional ou até a inviabilidade do negócio.

Perda de credibilidade

Uma outra parte dos prejuízos causados pela pirataria de software vem da perda de credibilidade perante o público e o próprio mercado. E a mancha nesse caso pode ter 2 origens:

  1. o vazamento de informações de clientes, o que cria um problema custoso de relações públicas, além de consequentes ações judiciais para reparação por danos morais ou financeiros;

  2. a descoberta pelo público e por parceiros estratégicos que a empresa usa softwares piratas, quebrando em um piscar de olhos as relações de confiança que foram construídas há anos.

Seja qual for a razão para o negócio perder sua credibilidade, é difícil encontrar formas de se recuperar completamente desse tipo de baque. Consegue imaginar quanto teria que ser gasto em marketing para tentar recuperar uma imagem de confiança depois disso?

Despesas legais

Por fim, é bom salientar mais uma vez: pirataria é crime. Por mais que ainda exista uma certa aura de impunidade sobre o assunto aqui no Brasil, essa cultura de ilegalidade está sendo cada vez mais combatida.

Além de uma possível detenção do responsável pela opção de uso do software pirata dentro da empresa, no caso de corporações, a própria companhia pode ser sentenciada a pagar uma multa proporcional ao porte financeiro do negócio — chegando, muitas vezes, a valores milionários.

O investimento em softwares

Mesmo com todos esses riscos, ainda existem gestores que apostam na pirataria por um motivo bem equivocado, que não encontra qualquer base em números: de que o custo de softwares e sistemas são despesas sem retorno.

Podendo ser comprovada financeiramente em qualquer tipo de negócio, a verdade é que a compra de licenças para o uso de softwares é um investimento na produção e na operação da empresa. Programas legalmente adquiridos automatizam processos, integram sistemas, apoiam o trabalho colaborativo e, principalmente, oferecem suporte para que os funcionários nunca parem.

Além de ser um crime, a pirataria de software é uma péssima decisão de negócio. Assim, se você quer que sua empresa mantenha a saúde financeira, cresça de maneira sustentável e aproveite da melhor forma possível as novas oportunidades do mercado, é hora de repensar como você enxerga o papel dos softwares produtivos dentro da sua operação!

Ainda ficou com dúvida sobre como serviços e softwares podem colaborar com a força estratégica da sua empresa? Então continue a pesquisar o assunto lendo este post e aprendendo a usar a tecnologia para ganhar vantagem competitiva!

 

Sobre o autor

SONDA

A SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, atua em 10 países com mais de 22 mil colaboradores e 5 mil clientes ativos. Em parceria com seus clientes, a SONDA acredita que com o uso de soluções tecnológicas é possível transformar seus negócios, permitindo conquistar eficiência e vantagem competitiva. Entendemos do seu negócio e sabemos fazer acontecer, contando com uma equipe altamente capacitada. Para mais informações, acesse www.sonda.com/br.

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