Tecnologia da Informação

10 tendências tecnológicas que impactam em infraestrutura e operações

Escrito por SONDA

O grande avanço da tecnologia nas últimas décadas permitiu que gestores de empresas de todos os portes se apoderassem dos frutos desse progresso para otimizar processos e expandir seus negócios. Mais que uma forma de simplificar e agilizar as tarefas operacionais, essas iniciativas passaram a ser usadas de forma estratégica no ambiente corporativo.

À medida em que CEOs buscam alinhar os recursos da Tecnologia da Informação às tecnologias operacionais, sempre com o propósito de inovar em estratégias digitais, gestores do setor da Infraestrutura de Operações (I&O) precisam buscar maneiras de acompanhar esse fenômeno.

De olho nisso, a Gartner, referência internacional em consultoria na área de tecnologia, resolveu destacar as principais tendências tecnológicas que impactam justamente a infraestrutura e as operações das empresas modernas. Pronto para conhecer as atuais tendências tecnológicas nas perspectivas estratégica, tática e organizacional? Então acompanhe!

Tendências estratégicas

1. Contêineres e microsserviços

Os microsserviços e contêineres surgem como novas aplicações para o desenvolvimento na cloud, já que permitem que múltiplas instâncias de um sistema operacional sejam isoladamente criadas dentro de um mesmo servidor. A diferença entre esse novo esquema e os processos tradicionais de virtualização está no fato de o contêiner não precisar de uma camada de sistema operacional para cada aplicação usada. Em consequência disso, exige uma capacidade de armazenamento menor.

Um dos projetos mais conhecidos e bem-sucedidos nesse cenário é o Docker, desenvolvido em modelo open source pela DotCloud. A iniciativa tem sido bem absorvida pelo mercado. Apesar de o antigo chroot funcionar com um esquema parecido, processos em contêineres se tornaram mais seguros, passando a oferecer diversas funcionalidades mais atraentes.

Essa tecnologia cria um ambiente ideal para o desenvolvimento de microsserviços que, apesar de funcionarem e serem gerenciados de forma independente, interagem entre si e não se comunicam diretamente com o Sistema Operacional (SO).

2. Data centers interconectados

A interconexão dos centros de dados consiste basicamente na possibilidade de troca de informações entre 2 ou mais data centers, de modo a alcançar os objetivos estratégicos dos negócios. Dessa forma, eles podem trabalhar juntos, compartilhando recursos e cargas de trabalho com agilidade.

Esse modelo também permite que os centros de dados e processamento disponibilizem modelos de software e serviços mais bem definidos, dinâmicos e partilhados por meio de APIs, abrindo inúmeros caminhos para desenvolvimento.

3. Redução de data centers corporativos

Segundo previsões da própria Gartner, até 2020, a adesão a serviços de Infrastructure as a Service (IaaS) e Platform as a Service (PaaS) será maior que a instalação de data centers corporativos. A tendência aponta, portanto, para uma redução gradual dos data centers em empresas menores, enquanto grandes companhias podem aderir a modelos híbridos de computação na nuvem, diminuindo a carga em servidores locais.

Tendências táticas

1. TI dentro de uma visão de negócios

Seja devido ao aumento da demanda ou à constante atualização dos sistemas, é fato: os gastos com TI aumentam progressivamente. Por isso, é simplesmente inconcebível ter um setor de TI adjacente à atuação tática dos líderes nos negócios da instituição. A TI precisa fazer parte do negócio e não atuar apenas como um amparo técnico aos processos que funcionam nos bastidores.

Essa visão permite uma rápida implementação de novas ideias, enquanto o operacional se adapta às variações do mercado. Além disso, assim os colaboradores de TI conseguem se preparar adequadamente para os impactos causados pelas mudanças nos rumos do negócio.

2. Data center como serviço

O Data Center as a Service (DCaaS) se refere ao fornecimento de instalações de data centers físicos em locais geograficamente separados da empresa. Essa infraestrutura interna é fornecida a negócios que alugam ou arrendam o uso de data center, usufruindo de seus recursos — como armazenamento, servidores, redes e banco de dados, por exemplo. Esse modelo de contratação é muito útil para organizações que precisam aumentar seu centro de dados, mas enfrentam obstáculos — como limitação de espaço, energia, refrigeração e recursos humanos, por exemplo.

Usar DCaaS é uma tática valiosa para os negócios em virtude da escalabilidade que esse sistema oferece, pois os gestores podem alterar o valor da contratação de acordo com o momento da empresa, sem que o TI já existente internamente seja comprometido.

3. Internet das Coisas

Internet of Things (IoT) ou Internet das Coisas é uma das principais tendências tecnológicas atuais. Vale ficar especialmente de olho porque seu crescimento afetará bastante o gerenciamento dos data centers — principalmente em virtude do aumento no fluxo de dados nesses servidores. São diversos os dispositivos conectados à rede, enviando e recebendo dados processados a todo o momento, o que exige um aumento significativo da capacidade de armazenamento e decodificação dessas informações.

4. Capacidade estagnada

Um servidor (local ou na nuvem) pode ter uma capacidade de armazenamento e processamento ociosa — que é contratada, mas não é usada. É importante que os gestores de TI planejem a capacidade do data center, de modo que não faltem recursos de computação e de suporte aos servidores (como energia e resfriamento), ao mesmo tempo em que se evita o desperdício de recursos. Pode acreditar: essa prática é capaz de aumentar a vida útil de um data center.

Tendências organizacionais

1. Gerenciamento de dispositivos remotos

Com o amplo uso de dispositivos e outros ativos de TI de modo remoto, passa a ser preciso centralizar o gerenciamento desses recursos. E isso se faz ainda mais necessário quando vemos crescer a produção de dispositivos IoT, que elevam o controle desses ativos a um outro nível — especialmente quando levamos em conta as novas vulnerabilidades na segurança que essas tecnologias podem trazer à rede corporativa.

2. Microcomputação e computação de ponta

Esses sistemas de computação são capazes de executar, em tempo real, aplicações que exigem uma alta velocidade na troca de dados com servidores mais próximos. O atraso na comunicação é mínimo. Na prática, esses ambientes aproveitam ao máximo a capacidade dos servidores, reduzindo a dependência de processamento das aplicações nos próprios dispositivos. O resultado é visto em forma de dispositivos mais simples rodando modelos de softwares que exigem uma potência menor de hardware.

3. Surgimento de novas funções em TI

Como é de se imaginar, a implementação dessas novas tendências tecnológicas torna necessário criar ou modificar funções operacionais e estratégicas em TI. Por exemplo:

  • Agentes de TI se mostram indispensáveis para monitorar e gerir diversos provedores;

  • Arquitetos de IoT se encarregam de estudar e planejar o impacto que esses novos dispositivos terão sobre o data center, bem como padronizar a arquitetura e os protocolos usados por eles;

  • Novos especialistas e equipes podem ser incumbidos de integrar as novas soluções já citadas.

É simples: como o cenário se modifica bem rapidamente nessa área, líderes e demais profissionais precisam se manter em dia em relação aos avanços. Que tal se aprofundar um pouco mais sobre as novas tendências desde já? Então aproveite para ler nosso post sobre cloud communication e os benefícios para sua empresa!

 

Sobre o autor

SONDA

A SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, atua em 10 países com mais de 22 mil colaboradores e 5 mil clientes ativos. Em parceria com seus clientes, a SONDA acredita que com o uso de soluções tecnológicas é possível transformar seus negócios, permitindo conquistar eficiência e vantagem competitiva. Entendemos do seu negócio e sabemos fazer acontecer, contando com uma equipe altamente capacitada. Para mais informações, acesse www.sonda.com/br.