Tecnologia da Informação

Aplicativo de Malha e Arquitetura de Serviços: o que significa?

Escrito por SONDA

Grandes líderes conseguem enxergar luz onde outros só veem escuridão. O detalhe é que, quando esse líder é CEO de uma grande empresa, ser visionário deixa de ser uma virtude para se tornar uma necessidade básica de sobrevivência. E isso vale especialmente para o universo corporativo moderno, em que novas tecnologias redesenham a dinâmica das empresas diariamente.

No cenário atual, em que Internet das Coisas (IoT), realidade virtual e aprendizado de máquina se desenvolvem paralelamente, o futuro das organizações parece estar cada vez mais vinculado à fusão dessas tecnologias. Tal junção é expressa por meio de recursos como Aplicativo de Malha e Arquitetura de Serviços (MASA). Mas o sucesso de sua aplicação dependerá da capacidade dos líderes empresariais em enxergar o futuro antes da concorrência.

Sua empresa está preparada para fazer da informação total um ponto de partida para alavancar seu poder competitivo no mercado? Confira nosso post de hoje e descubra!

O básico do Aplicativo de Malha e Arquitetura de Serviços

Aplicativos de malha, malha digital, digital mesh, dispositivos de malha: a nomenclatura variada tenta conceituar a mais disruptiva das conquistas tecnológicas já desenvolvidas pela força dos dados. O MASA é uma rede de dispositivos formada por aplicações móveis, para web, para desktop e para Internet das Coisas (IoT), cujos dados se interconectam em uma ampla malha de serviços de retaguarda. O intuito é desenvolver o que, aos olhos dos usuários, será um único aplicativo.

O que você precisa guardar agora é que esse novo contexto abre espaço para inúmeras reinvenções nas indústrias, nas empresas e até mesmo na forma de o homem se relacionar com o ambiente que o cerca.

A era dos softwares back-end e da interconexão total

A era da malha de dispositivos promete criar fábricas totalmente equipadas com ferramentas inteligentes, que programam automaticamente o torque para cada peça a ser ajustada. Promete fazer nascer gôndolas igualmente autônomas nos supermercados, capazes de identificar dados como temperatura e prazo de validade dos alimentos, posicionando os produtos automaticamente, em uma ordem que facilite a compra e evite deteriorações. Mas as mudanças trazidas por conceitos como o MASA não param por aqui!

Assistentes pessoais virtuais passarão a executar tarefas administrativas complexas, não mais com base nos algoritmos atuais, mas em sistemas de redes neurais artificiais. Até robôs compondo serviços de atendimento ao cliente (que podem ser acionados do painel do carro, por exemplo) farão parte desse novo cenário.

No fim das contas, máquinas autônomas funcionarão como cérebros humanos, formando uma rede complexa e interligada que fundirá de vez o mundo real e o virtual. Os chamados softwares back-end, que atuam diretamente com dados e não com intervenção humana, são o start para essa transformação digital.

O fim da exclusividade dos smartphones na transmissão de dados móveis

Esqueça seu smartphone. Na era da malha digital, tudo produz informação. TVs, relógios, roupas, ferramentas, objetos de escritório e até sensores de casa serão capazes de enviar e armazenar dados por meio de APIs que dialogam com as mais diversas plataformas. E há inclusive projetos de fusão entre IoT, aprendizado de máquina e realidade virtual/aumentada! Se você achou que o ser humano chegou ao ápice da revolução tecnológica com a Internet das Coisas, essa trilha do futuro parece mostrar que ainda há muito a ser percorrido.

Mas como as grandes empresas podem antever o caminho que essas tecnologias tomarão no mundo corporativo? Como interligar esses novos recursos com a dinâmica empresarial, criando produtos e processos muito mais competitivos? Em outras palavras: como inventar o futuro a partir dessas descobertas?

O emprego da transformação digital nas empresas

Junte em uma rede interligada a realidade virtual, a Internet das Coisas e o aprendizado de máquina, com suas tecnologias e técnicas de aprendizado profundo, inteligência artificial e redes neurais artificiais: as possibilidades de inovação são infinitas. Mas algumas empresas já dão uma pequena pista de como usar o Aplicativo de Malha e Arquitetura de Serviços para ganhar vantagem competitiva no mercado.

A Bosch, por exemplo, assinou recentemente um acordo com uma empresa de softwares para conectar absolutamente tudo o que existe em sua indústria: chaves de fendas, soldas, equipamentos de grande porte e até matéria-prima. Esse processo de tornar os objetos inteligentes poderia ser apenas mais um projeto ligado à Internet das Coisas (IoT), certo? Só que a ideia da empresa é ir muito além.

O propósito é preparar as bases para interconectar objetos a sistemas que dialogam com múltiplas interfaces autônomas. Até mesmo a realidade aumentada será empregada para monitorar os processos de produção! Com isso, a expectativa é ampliar significativamente a produtividade, reduzir os erros decorrentes de falhas humanas e diminuir custos em patamares jamais vistos na indústria. Lembra-se da rede de dispositivos que comentamos no início do post?

Outras empresas que estão de olho nas possíveis vantagens competitivas dos aplicativos de malha são a Google e a Sony. A primeira já possui uma lente de contato para controle de diabetes por sistemas inteligentes, que usam aprendizado profundo para processar dados e até mesmo formular diagnósticos. Já a Sony patenteou, em 2016, a criação de lentes de contato com câmeras embutidas.

A partir dessa tecnologia, um imenso universo de funções e recursos pode ser desenvolvido nas áreas de segurança pública, educação ou mesmo entretenimento. Perceba que, em todos os casos, há muito mais do que IoT. Dar vida aos objetos é apenas uma faceta dessas inovações, misturando-se a conceitos de machine learning, gêmeo digital e realidade virtual/aumentada.

A iminente explosão de dados e de interconexões entre objetos

Segundo o Gartner, o mundo possuía quase 5 bilhões de objetos conectados em 2015. Acha que esse número impressiona? Então veja a previsão para 2020: serão 38,5 bilhões! Só no Brasil, podemos chegar a 100 milhões em 2025. Todos esses prognósticos evidenciam que a malha digital e seus dispositivos inteligentes exigirão uma arquitetura de serviços altamente flexível e adaptativa nas empresas, a fim de interligar pessoas, sistemas e objetos de forma eficiente.

A propósito, sua arquitetura de TI está preparada para receber tais inovações? E agora que entendeu como Aplicativos de Malha e Arquitetura de Serviços podem redefinir por completo o mundo dos negócios, que tal aproveitar para descobrir como usar Application Management Services na inovação de processos empresariais?

Sobre o autor

SONDA

A SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, atua em 10 países com mais de 22 mil colaboradores e 5 mil clientes ativos. Em parceria com seus clientes, a SONDA acredita que com o uso de soluções tecnológicas é possível transformar seus negócios, permitindo conquistar eficiência e vantagem competitiva. Entendemos do seu negócio e sabemos fazer acontecer, contando com uma equipe altamente capacitada. Para mais informações, acesse www.sonda.com/br.