Tecnologia da Informação

Armazenamento em nuvem: entenda os 9 maiores erros e aprenda a evitá-los

Escrito por SONDA

investimento em armazenamento em nuvem já faz parte da estratégia de várias empresas. Até aí tudo perfeito. O problema é que, feita da forma errada, a aquisição de ferramentas de cloud storage pode simplesmente não gerar o devido retorno.

Para evitar as principais falhas cometidas durante a aquisição de serviços baseados na computação em nuvem, os gestores devem se manter atentos à maneira como a empresa está estruturada. Além disso, é necessário usar bons procedimentos para a instalação e a migração dos novos serviços, evitando falhas e maximizando resultados.

Para enfrentar essa fase com o pé direito, que tal já conhecer os principais erros e aprender a evitá-los? Confira!

1. Não alinhar o modelo ao perfil da empresa

A computação na nuvem é conhecida por sua versatilidade e capacidade de atender a vários tipos de público. Nesse cenário, diversos modelos de negócio foram criados, permitindo que o usuário implemente soluções de acordo com suas necessidades e o tipo de aplicação que deve ser executada remotamente.

Consequentemente, a escolha de um modelo não adequado ao perfil do empreendimento pode reduzir o retorno do investimento na nuvem ou até mesmo torná-lo inviável a médio e longo prazos.

Se a empresa busca uma ferramenta para execução de softwares sob demanda, por exemplo, o investimento em plataformas tipo SaaS (Software as a Service) pode ser o mais adequado. Por outro lado, corporações que trabalham com desenvolvimento de softwares podem optar pelo IaaS (Infrastructure as a Service).

Em geral, ferramentas de cloud storage usam principalmente modelos como o SaaS para a venda de recursos. Diante disso, o gestor deve avaliar qual é o plano mais adequado para seu ambiente de trabalho e planejar investimentos de médio e longo prazos, diminuindo o impacto de eventuais expansões.

2. Não solucionar as necessidades do negócio

Como citamos, a computação na nuvem é uma tecnologia que permitiu a criação de várias soluções corporativas. Nesse cenário, além da escolha de um modelo de negócio alinhado com o perfil da empresa, também é necessário avaliar o tipo de ferramenta que pode ajudar o empreendimento a atingir o melhor nível de competitividade possível a médio e longo prazos.

Dessa forma, o retorno será maximizado com um grande ganho em produtividade e uma significativa redução de custos. Isso sem contar o aumento da mobilidade operacional de cada profissional.

Negócios que buscam uma maneira mais prática de gerenciar seus arquivos e, ao mesmo tempo, permitir que dados sejam modificados remotamente, podem contratar ferramentas de armazenamento em nuvem.

Já os sistemas de gestão integrada auxiliam na integração de equipes e na busca por um fluxo de trabalho com dados mais precisos.

No fim das contas, para atender todas as necessidades da empresa, a solução escolhida deve ser compatível com os dispositivos usados pelo negócio, além de ser acessível em vários ambientes. Assim é possível maximizar os usos no dia a dia.

3. Não checar opções de segurança e privacidade

A computação na nuvem é baseada em um fluxo constante de troca de dados entre dispositivos e servidores. Por usar conexões de rede e armazenamento local de informações em várias máquinas, a empresa deve se manter atenta aos padrões de segurança digital e privacidade da nova ferramenta a ser implementada.

Esse é um fator crítico que, quando mal avaliado, pode ter um grande impacto no uso da solução. Então verifique se os termos de uso incluem o compartilhamento de informações privadas com terceiros, ainda que anonimamente.

Avalie também se o serviço possui ferramentas de controle de acesso e distribuição de arquivos de alta precisão.

Além disso, dê preferência a soluções que permitam o armazenamento local com o uso de criptografia e métodos de autenticação de 2 passos. Essas opções reduzem drasticamente as chances de terceiros obterem acesso não autorizado aos dados de usuários.

4. Não levar em conta o Service Level Agreement

Sigla para acordo de nível de serviço, em português, o SLA (Service Level Agreement) é um dos principais documentos que definem a relação de empresas de tecnologia com seus parceiros comerciais e usuários. Inclui opções de privacidade, segurança digital, indicadores de desempenho, índice de disponibilidade mínima e padrões do suporte a atualizações e aos usuários.

Diante disso, a empresa deve avaliar o SLA com o máximo de cuidado possível a fim de garantir que esteja de acordo com as necessidades do negócio e suas regras internas. Isso sem falar que essa precaução ainda é capaz de evitar uma série de problemas jurídicos.

Avalie, por exemplo, as políticas de privacidade e segurança digital, que definem como os dados de cada usuário são tratados. Isso inclui o compartilhamento de informações com terceiros para fins de publicidade ou o aproveitamento interno para otimização da experiência de uso.

Tenha em mente que tais regras ajudam o negócio a compreender as normas de controle usadas para o armazenamento de registros e como elas podem afetar a privacidade geral do empreendimento.

Quando o negócio lida com dados de terceiros, manter sua privacidade em dia é fundamental.

A definição dos padrões de suporte e os índices de desempenho também são importantes. A empresa pode optar por um suporte abrangente, que ajude os usuários durante e após a migração, ou apenas optar pelo apoio de técnicos especializados durante o processo de implementação da nova ferramenta.

As métricas de desempenho mínimo são cruciais para a definição de um padrão satisfatório de qualidade. Elas regulam a disponibilidade básica de cada aplicação, o tempo médio de atendimento e outros fatores que impactam na performance e no uso diário do sistema.

5. Não redimensionar a infraestrutura de rede

Por serem profundamente integrados à internet, serviços de armazenamento em nuvem fazem um uso intensivo dos recursos de rede da empresa.

Portanto, é crucial que o gestor de TI avalie a capacidade operacional do negócio e defina uma estratégia de redimensionamento a médio e longo prazos.

Isso evitará que as novas ferramentas causem um impacto negativo no acesso à web de outras aplicações, criando gargalos operacionais e sobrecarregando dispositivos. Como consequência, é possível garantir que todos os usuários tenham uma ótima conexão para usufruir dos serviços da nuvem.

6. Não pesquisar sobre os possíveis fornecedores

Um ponto-chave na busca por um novo produto de TI é conhecer todos os principais fornecedores da área. O gestor deve fazer uma ampla pesquisa, avaliando como o empreendimento pode ser beneficiado pelo prestador de serviços e qual é sua capacidade de atender às demandas do negócio.

Identifique, por exemplo, como funciona o serviço de suporte ao usuário, levantando dados sobre disponibilidade, meios de contato e tempo médio de espera.

Com isso, o negócio poderá se preparar da melhor maneira possível para lidar com a necessidade de apoio em momentos de falha.

Um outro ponto importante consiste em avaliar os certificados de qualidade que o prestador de serviços possui. Verifique quais são, garantindo que o negócio a ser contratado atua de acordo com os padrões do mercado e por meio de processos que estão em sintonia com as normas de compliance internas.

Vale destacar também a necessidade de a empresa contratar um prestador de serviços reconhecido pelo mercado. Faça um estudo dos cases mais conhecidos do negócio e entre em contato com clientes antigos, solicitando feedbacks sobre os serviços prestados.

Com isso, você terá uma visão mais ampla sobre a forma como o negócio lida com situações de crise e momentos de alta demanda.

7. Não elaborar um plano de contingência

Ter um plano de contingência é fundamental para que o empreendimento consiga lidar com problemas de performance e imprevistos que acontecem no dia a dia. Trata-se basicamente de um documento que prevê uma série de medidas que devem ser tomadas por técnicos e profissionais de suporte para que o impacto causado por incidentes seja o menor possível.

Pode acreditar: a ausência de um plano de contingência amplia drasticamente o tempo necessário para o negócio eliminar as falhas presentes no ambiente de trabalho.

Sem esse apoio, os profissionais que atuam na resolução dos problemas têm menos recursos para identificar a origem e a rotina de eliminação ideal das ocorrências.

Para ser planejado, o plano de contingência de serviços de computação na nuvem precisa ser feito a partir de uma análise contínua do negócio.

Para começar, o gestor deve identificar os fatores capazes de afetar (direta ou indiretamente) o funcionando dos recursos contratados. A partir daí são levantados os pontos críticos do funcionamento do serviço de cloud computing.

Com esse processo, a companhia conseguirá identificar fatores que possam afetar o funcionamento de suas rotinas caso algo aconteça. Assim, os técnicos podem planejar medidas corretivas de alta capacidade, que reduzam ao máximo quaisquer problemas enfrentados com a nuvem.

8. Não realizar o backup das informações

backup de dados é uma medida básica para qualquer política de TI. É por meio dele, afinal, que o negócio garante sua capacidade de manter a infraestrutura existente em um alto nível de confiabilidade, sem que eventuais falhas causem a perda permanente de informações.

Não corra mais riscos: crie o quanto antes uma política de backup para salvar todos os arquivos enviados para a nuvem! Com isso, a empresa pode manter seus sistemas funcionais e garantir que qualquer informação será recuperada em caso de falha grave em determinado serviço.

A política de backup ideal possui uma série de mecanismos para que qualquer informação seja sempre recuperável, sendo um dos principais o intervalo contínuo entre a criação de cada cópia.

Esse fator impede que, após a perda do acesso a um sistema ou a um documento, a cópia disponível seja muito antiga, desatualizada.

Para se garantir, escolha um intervalo que cause o menor prejuízo possível ao negócio sem que os custos para manter os backups se torne muito elevado.

Arquivos pouco modificados, por exemplo, podem ser copiados com prazos maiores. Já dados críticos que são alterados diariamente devem ter backups frequentes.

Também é necessário investir na multiplicidade de mídias e em regras de segurança sólidas. O primeiro fator aumenta os meios disponíveis para o empreendimento recuperar registros, uma vez que a empresa tem mais cópias para acessar. Já o segundo reduz a quantidade de pessoas que terá acesso aos dados, dando mais privacidade à empresa.

9. Não monitorar os recursos

Apesar de contar com uma série de mecanismos para garantir a capacidade de todos os usuários acessarem os recursos, os serviços de cloud computing devem ser monitorados.

Isso é essencial porque, ainda que as soluções contratadas possuam alta disponibilidade e performance, sempre existe o risco de o negócio ter problemas para acessar os recursos necessários para seu dia a dia.

Nesse sentido, um dos principais pontos a serem monitorados é a infraestrutura de rede. Avalie continuamente o fluxo de dados na infraestrutura do negócio em busca de falhas e demais fatores que possam interferir na capacidade dos usuários conseguirem uma boa banda disponível.

Avalie também a latência de acesso de todos os serviços de computação na nuvem contratados. É importante que ela seja sempre a menor possível, pois intervalos elevados podem comprometer a capacidade de obtenção de respostas dos usuários, aumentando o tempo.

A segurança também deve ser considerada. Use soluções de segurança de rede para avaliar como cada usuário se comporta na internet e identificar possíveis tentativas de invasão ou roubo de dados. E esse monitoramento deve ser contínuo, ok? Afinal, a computação na nuvem usa a internet continuamente, o que pode expor os usuários a riscos de segurança.

Nesse cenário, o rastreamento de vulnerabilidades é peça-chave para que o negócio consiga usar serviços que dependem da internet sem que ocorram roubos de dados ou o comprometimento das contas dos usuários.

No longo prazo, o investimento em armazenamento em nuvem deve ser visto como uma estratégia de mercado, que valoriza os serviços da empresa e torna sua estrutura de trabalho mais flexível e escalável.

Essa é uma tecnologia que trará grandes benefícios para o negócio, indo da maneira como os recursos financeiros são gerenciados à forma como as operações internas são planejadas.

Se você quer saber mais sobre o tema, aproveite para conferir nosso post sobre as principais vantagens de migrar para cloud computing!

Sobre o autor

SONDA

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