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Assistentes pessoais virtuais: por que eles se tornaram uma tendência?

Escrito por SONDA

Já faz algum tempo que os assistentes pessoais virtuais (também conhecidos simplesmente como APVs) se tornaram um sonho de consumo para quem se interessa por tecnologia. Aliás, eles estão presentes em uma série de obras de ficção, como o Jarvis, do filme Homem de Ferro, a Cortana, dos jogos Halo, ou a Samantha, do filme Her. Saindo da ficção para focar na realidade, os assistentes virtuais também ganham destaque. Você por acaso já ouviu falar da Siri, da Apple, da Cortana, da Microsoft, ou do Google Now?

Neste post, vamos mostrar por que esse tipo de serviço é uma tendência para os próximos anos e como sua empresa não só pode como deve explorar essa tecnologia. Confira!

Tendência

A Gartner, uma das mais importantes empresas de consultoria sobre tecnologia empresarial do mundo, realizou em 2016 uma extensa pesquisa em vários países para detectar as tendências do mercado para os próximos anos. Entraram na lista soluções que envolvem computação na nuvem e inteligência artificial, além, claro, dos assistentes pessoais virtuais.

A empresa detectou que os APVs já são bastante populares para a execução de tarefas simples, como a programação de alarmes ou a realização de pesquisas de informações na internet — de trajetos para viagens ou deslocamento urbano, por exemplo. De acordo com a empresa, porém, os assistentes ainda têm muito potencial para mostrar. A previsão é de que seu uso para atividades mais complexas estará devidamente estabelecido até 2019.

Nesse momento, o que você precisa entender é que os assistentes pessoais virtuais não são apenas recursos interessantes para leigos, mas, sobretudo, promissoras ferramentas de produtividade para profissionais.

Funcionamento

Uma grande parcela da popularização dos assistentes virtuais pessoais pode ser atribuída ao crescimento do uso dos smartphones no mundo e à própria evolução desses aparelhos. Hoje, esses dispositivos se conectam facilmente à internet e são aptos a captar dados úteis dos usuários, permitindo que encontrem respostas adequadas a suas demandas.

Para os próximos anos, a tendência é que essa tecnologia continue evoluindo para que os assistentes consigam prever com maior precisão quais serão as necessidades dos seus usuários, tendo como base seu comportamento anterior. Além disso, mesmo os dispositivos móveis terão uma maior capacidade de processar dados vindos do Big Data, sempre com auxílio da cloud computing, conseguindo entregar respostas realmente impactantes para o usuário.

Além de deixarem a experiência entre usuário e ambiente virtual mais fluida, os assistentes virtuais também promovem uma mudança significativa na forma como interagimos com os aparelhos digitais. Nesse cenário, botões, menus, formulários e telas touchscreen perdem o protagonismo em favor das interações por voz. Isso também significa que a Internet das Coisas (IoT) ganha força, na medida em que relógios ou roupas inteligentes, por exemplo, podem ser explorados de maneira muito mais prática.

Comportamento

Tudo bem que usar a internet para comparar preços e fazer compras a distância já é uma realidade, mas a jornada de compras ficará muito mais simplificada e integrada com a popularização dos assistentes pessoais virtuais. Um usuário poderá, por exemplo, agendar uma viagem para daqui a 2 meses, deixando o assistente se encarregar da pesquisa dos melhores preços de passagens e hospedagem, fazer as reservas e ainda agendar o translado. Além disso, ele ainda indicará as melhores opções de turismo no destino, podendo adquirir entradas para shows, peças de teatro ou cinema.

Isso significa que os APVs conseguirão realizar pesquisas e compras contextuais, acionando diversos serviços ou adquirindo vários produtos de acordo com a demanda do usuário. Mas aí entra um detalhe: se isso significa comodidade para o usuário, exige adaptação por parte das empresas.

Caberá às empresas encontrar as melhores maneiras de dar visibilidade a seus serviços, aprimorando a forma como divulgam e vendem seus produtos na internet. As soluções deverão englobar o uso de dispositivos vestíveis e o investimento em parcerias com negócios de áreas afins será mais que bem-vindo, possibilitando a oferta de pacotes de serviços vantajosos.

Como pode ver, tais mudanças exigem investimentos em infraestrutura de TI, garantindo que a empresa faça um uso seguro e estável da rede, da nuvem e do Big Data. Também são necessários investimentos em novas estratégias de captação e atendimento de clientes, afinal, a própria interface consumidor/empresa passará a ser mediada, em grande parte, pelos assistentes virtuais.

Processos

A consolidação dos assistentes pessoais virtuais também trará mudanças que vão muito além do comportamento de compra dos usuários. Os processos internos das empresas serão modificados, dando mais agilidade à dinâmica corporativa. Como os assistentes estão em contato constante com a rede, usando informações sobre os usuários para melhorar sua capacidade de resposta personalizada, a captação de dados sobre mercado e consumidores sofrerá um aumento significativo. Isso significa que o uso do Big Data se tornará ainda mais estratégico, exigindo ferramentas de captação e tradução das informações cada vez mais poderosas.

As tecnologias empresariais também poderão usar assistentes pessoais virtuais para se tornarem mais eficientes. Sistemas de gestão empresarial, tão importantes para o controle integrado e automatizado de um negócio, poderão ser acessados mais facilmente por meio de dispositivos móveis e comandos de voz. O APV poderá monitorar as informações do ERP em tempo real, avisando os gestores sobre qualquer problema detectado na empresa, propondo soluções rápidas e permitindo que as lideranças tomem ações estratégicas sem nem ao menos tocarem no seu celular.

Perspectiva

A tendência de popularização dos assistentes pessoais virtuais já está em andamento, mas o caminho a ser percorrido para que atinja todo seu potencial ainda é longo. A expectativa é que, entre 10 e 20 anos, os APVs consigam realizar tarefas muito mais complexas sem precisar de qualquer supervisão humana. Nesse futuro não tão longínquo assim, os assistentes conseguirão prever a necessidade do usuário antes mesmo de receber um pedido formal via voz.

Até lá, a recomendação é de que as empresas já comecem os investimentos e as pesquisas no setor para conseguir acompanhar toda a curva de crescimento do mercado de inteligência artificial. Com isso, a organização se mantém na dianteira de uma transformação tecnológica que promete mudar profundamente o mundo.

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Sobre o autor

SONDA

A SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, atua em 10 países com mais de 22 mil colaboradores e 5 mil clientes ativos. Em parceria com seus clientes, a SONDA acredita que com o uso de soluções tecnológicas é possível transformar seus negócios, permitindo conquistar eficiência e vantagem competitiva. Entendemos do seu negócio e sabemos fazer acontecer, contando com uma equipe altamente capacitada. Para mais informações, acesse www.sonda.com/br.