Tecnologia da Informação

Conheça 6 diferentes usos do Big Data no Brasil

Escrito por SONDA

Um sinal eletrônico é enviado aos sistemas de monitoramento de um hospital, indicando uma iminente obstrução da artéria coronária de um paciente que já teve quadro de infarto, o que oferece tempo de reação à equipe médica.

Em outro canto do país, gestores recebem relatórios automáticos de seus potenciais novos funcionários, com análise de dados colhidos de redes sociais no lugar da antiga análise de currículos, que gastava tempo e dinheiro, ainda assim gerando contratações incorretas. E o que dizer de governos que usam rastreamento de informações para monitorar vazamentos de água e evitar desperdícios?

Bem-vindo à revolução da ciência de dados, cujos usos no mundo moderno são os mais diversos e têm redimensionado as relações sociais, gerando aumento de produtividade, economia, comodidade e o tão sonhado alcance da excelência. Mas e por aqui? Como o Big Data tem sido explorado no Brasil?

Este post responderá a esse questionamento, ainda oferecendo insights valiosos ao mostrar o que sua empresa está perdendo por ainda não guiar suas estratégias com base no chamado data mining. Inspire-se!

Afinal de contas, o que é Big Data?

Antes de falarmos especificamente sobre Big Data no Brasil, precisamos explicar o que é Big Data em geral. Você pode até não perceber, mas a avalanche de dados gerada diariamente vem remodelando a forma com que o ser humano se relaciona com o mundo e consigo mesmo. No mercado, a possibilidade de agregar todos os dados brutos que circulam na organização e transformá-los em informações gerenciais tem formado uma linha tênue que divide as empresas de sucesso das fadadas ao desaparecimento.

Hoje, gigabytes não mais comportam o volume de dados que armazenamos. Tanto que, daqui para frente, será cada vez mais comum ouvirmos falar em petabytes, exabytes, zettabytes e yottabytes. Pois é nessa explosão de bytes que se encontra o Big Data!

Big Data é, ao mesmo tempo, um conceito e uma tecnologia. O conceito diz respeito à imensa quantidade de dados trafegados diariamente, uma vez que quase tudo na vida atual circula pela internet. A tecnologia, por sua vez, está relacionada aos chamados 3 Vs citados por Doug Laney em 2001: volume, velocidade e variedade.

Refere-se à necessidade de criar superprocessadores, sistemas de alto desempenho capazes de coletar, agregar e processar — por meio de algoritmos complexos e recursos de machine learning — todo esse oceano de dados. Esse processamento busca encontrar correlações e padrões entre dados, produzindo informações gerenciais que expliquem tendências, bem como objetos inteligentes que atuem nas empresas substituindo a força de trabalho humana em diversas funções.

Quais têm sido suas aplicações no Brasil?

A partir de agora, vamos ver alguns cases interessantes para exemplificar como o Big Data tem sido explorado no Brasil diante da dinamicidade da transformação digital. Preparado?

1. Medicina de precisão

Dos primórdios da medicina até os dias atuais, todo o conhecimento científico provinha das grandes médias. Digamos que uma pesquisa acadêmica tenha descoberto que os anticoagulantes orais reduzem o risco de acidentes vasculares cerebrais em 25%. A grande questão aqui é que ninguém teve seu risco reduzido em 25%. Muito provavelmente, algumas pessoas o reduziram seus riscos em 100%, enquanto outras não sofreram efeito algum com tais fármacos.

Seguindo o mesmo raciocínio, por que um medicamento funciona em um paciente e não funciona em outro? São essas deficiências que a análise de dados pode corrigir! À medida que mais dados vão sendo coletados de um mesmo paciente e processados por meio de sistemas de alto desempenho, com base em algoritmos e recursos de inteligência artificial, torna-se possível obter diagnósticos precisos em relação a cada pessoa. E isso se transforma na adoção de procedimentos terapêuticos individualizados.

A fusão entre o tratamento de grandes dados e tecnologias como realidade virtual, Internet das Coisas e aprendizado de máquina já vem sendo trabalhada pela comunidade médica brasileira. Por aqui, tal conjunção entre Big Data e saúde trará, em breve, novos recursos aos dispositivos vestíveis (wearables) já existentes nos hospitais nacionais. Isso abrirá a possibilidade de geração de centenas de informações clínicas que contribuirão para a consolidação da medicina de precisão no país.

2. Apólices de seguro

Você já ouviu falar em telemetria, aquela tecnologia bastante usada na Fórmula 1 que permite a transmissão de informações detalhadas sobre o desempenho dos carros diretamente a uma central? Pois esse recurso, que é baseado em Big Data, já começa a ser usado por algumas seguradoras de veículos no Brasil!

O objetivo é acabar com os valores padronizados nas apólices de seguro auto, que são definidos de acordo com variáveis fechadas — como idade, local de residência, presença ou não de garagem em casa e assim por diante. Nesse caso, o prêmio passa a ser definido de forma individualizada em cada contrato. O procedimento evitará injustiças, especialmente com os mais jovens (com menos de 25 anos) que apresentam comportamento exemplar junto ao volante.

Esse uso do Big Data no Brasil ainda é incipiente, mas já há ao menos 2 empresas do setor que adotam esse sistema de forma bastante simples. O segurado instala um rastreador em seu automóvel, permitindo que toda a sua performance seja monitorada — velocidade média, tempo de frenagem, frequência de uso do automóvel, entre outros dados. É a partir do processamento dessas informações que se define, de forma personalizada), o valor da apólice.

3. Gestão de tráfego

Mas não é só na medicina que a ciência de dados promete fazer revolução! Na verdade, o chamado data mining já vem sendo usado com bastante sucesso em muitas áreas aqui no Brasil. É o caso, por exemplo, da relação entre Big Data e gestão de tráfego.

Desde novembro de 2016, a cidade paranaense de Ivaiporã, localizada a cerca de 380 quilômetros de Curitiba, instalou um sistema que coleta dados das ruas em caráter de teste. Tal recurso identifica padrões e fornece previsões para a organização do tráfego. Essa consciência digital do movimento urbano determinará, por exemplo, o tempo ideal de fechamento dos semáforos, além de notificar mais rapidamente os agentes de trânsito em caso de acidentes.

4. Comportamento do consumidor

Vivo, Renner, Claro e Itaú Unibanco: essas são apenas algumas das companhias que usam a análise de dados para entender o comportamento de consumo do público. Dessa forma, podem oferecer produtos mais alinhados com seus interesses, bem como entregar promoções personalizadas.

A Renner monitora as redes sociais para decidir qual caminho seguir na escolha das peças de cada campanha. Já o Pão de Açúcar usa o Big Data na fidelização de clientes desde 2015, com sistemas que identificam os consumidores sumidos da rede, disparando descontos exclusivos nos produtos de interesse de cada um.

A consultoria IDC estimou que o uso dos dados gerados por dispositivos digitais no auxílio da formulação de estratégias de vendas tenha movimentado 3,2 bilhões de reais em 2016, mesmo no auge da crise econômica. Isso mostra que é simplesmente impossível uma organização se manter alheia ao fenômeno do Big Data no Brasil e ainda assim permanecer de portas abertas no médio prazo.

5. Oportunidades de investimento

Atualmente, a maioria das corretoras de valores e consultorias financeiras do país adota sistemas inteligentes para cruzar dados macroeconômicos, como taxa de juros e câmbio, dados de mercado, como balanços e demonstrações financeiras das empresas, e dados do próprio perfil de cada investidor, a fim de entregar sugestões de investimentos com alto potencial de retorno.

Os próprios robôs investidores seguem essa tendência de uso de Big Data no mercado financeiro. Compra de ações, composição de carteira, entradas e saídas de tradings (investimentos especulativos): tudo é feito com base na mineração de dados.

6. Agricultura de precisão

E não é só a medicina que necessita de exatidão. O Big Data no Brasil vem sendo usado de forma intensiva no agronegócio! A InCeres Sistemas para Agricultura de Precisão, empresa ligada à ESALQ/USP, ficou famosa no país graças à sua plataforma web, que atua no gerenciamento de dados de fertilidade do solo e no controle de pragas, maximizando a produtividade no campo e reduzindo custos.

Agora que você já conhece o potencial do Big Data, o que acha de levar nosso conteúdo até seus amigos e promover o intercâmbio de conhecimento? Compartilhe nosso conteúdo em suas redes sociais!

 

Sobre o autor

SONDA

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