Tecnologia da Informação

CAPEX e OPEX: entenda as principais diferenças

Escrito por SONDA

Em tempos de reestruturações e necessidade de trazer modelos mais enxutos de gestão às organizações, você definitivamente precisa conhecer CAPEX e OPEX. Esses termos são especialmente importantes em um universo corporativo como o atual, que gira em torno dos dados e que tem na gestão da informação o tênue limiar que divide os grandes líderes dos estagnados no mercado.

Se você exerce algum cargo de liderança em sua empresa, mas nunca ouviu falar nessas siglas, eis um ótimo momento para se atualizar e refletir sobre qual caminho seguir — especialmente para quem não sabe como aumentar a produtividade da TI e a qualidade das entregas. Vamos ajudá-lo nesse processo, mostrando que suas escolhas impactam não somente seus custos, mas também a qualidade do que você produz, sua produtividade e, principalmente, seu potencial de domínio de mercado!

Para entender CAPEX e OPEX, você precisa primeiramente compreender o contexto no qual esses termos estão inseridos. Aí podemos partir para a nova relação das empresas com a TI. Vamos começar?

Como a transformação digital mudará a forma com que as empresas pensam sua TI?

Depois das máquinas a vapor do século XVIII, do surgimento do setor automobilístico, da popularização do petróleo como fonte de energia, no século seguinte, e do desenvolvimento dos mainframes e da microeletrônica, a partir dos anos 1970, não são poucos os analistas que afirmam que o mundo está vivendo uma silenciosa 4ª Revolução Industrial.

Apoiada em descobertas de processamento de dados sem precedentes na história humana, como Internet das CoisasBig DataTI bimodal, nanotecnologia e virtualização, a junção entre tecnologias digitais, físicas e biológicas já vem impondo mudanças drásticas na forma de as organizações se relacionarem com os dados. Essa visão de futuro explica por que algumas empresas têm engolido seu segmento, enquanto outras parecem cada vez mais fadadas ao desaparecimento.

O chamado darwinismo corporativo passa diretamente pela escolha entre CAPEX e OPEX, uma vez que, por mais poderosa que seja uma organização, não é possível que ela lide de forma centralizada com todas essas tecnologias, em nível de excelência, sem se desviar de seu core business. Quem não sabe como aumentar a produtividade da TI não pode simplesmente ignorar essas questões.

outsourcing de TI se tornou um passo elementar, uma decisão óbvia para as empresas — ao menos para as que almejam estar de portas abertas nos próximos 50 anos. Isso passa pelo entendimento dos conceitos de CAPEX e OPEX, bem como da sistematização das vantagens e desvantagens de cada uma dessas formas de pensar a tecnologia no mundo corporativo.

Para ficar mais clara a relação entre todas as transformações citadas até aqui e essas poderosas siglas, vamos conceituá-las e individualizá-las a partir de agora. Continue acompanhando!

Afinal de contas, o que é CAPEX?

CAPEX é a sigla em inglês para CAPital EXpenditure, referindo-se às despesas de capital. Tudo o que a empresa adquire física e definitivamente é, portanto, CAPEX. Seria o caso, por exemplo, de comprar dezenas de servidores para centralizar seu armazenamento de dados.

Até meados dos anos 2000, todas as empresas privilegiavam a compra definitiva de hardware e softwares, além da centralização dos serviços de manutenção, monitoramento e segurança de sua TI. Antes do surgimento de novas abordagens (como SaaS, outsourcing de TI e cloud computing), a infraestrutura corporativa de TI era totalmente física, demandando espaço para servidores, ativos de rede e demais componentes, além da formação de uma TI inchada para dar conta de todo o processo de gestão de dados.

O problema é que toda essa centralização gerava altos custos, seja pelas licenças de softwares, que são caras e devem ser renovadas periodicamente, pela falta de flexibilidade na concentração física de hardware, cujo ônus envolve as constantes necessidades de ampliação de espaço e compra de novas máquinas, ou por ser uma estratégia que não é capaz de reduzir riscos.

O surgimento de novas tecnologias e, sobretudo, de uma nova forma de relacionar a TI ao negócio, formaram a base para o surgimento de um modelo mais econômico, que traz mais qualidade à TI das organizações. Chegamos então à era do OPEX!

Então o que vem a ser esse tal OPEX?

OPEX, por sua vez, é a sigla em inglês para OPerational EXpenditure, relacionando-se às despesas operacionais. Seria o caso, por exemplo, de uma empresa que deixa de lado os altos custos com compra de equipamentos, manutenção e pessoal, para buscar um parceiro estratégico em soluções integrais de TI, que ofereça servidores virtuais, serviços de hosting, Security Operation Center (SOC), além de outras soluções baseadas em cloud computing.

Os objetivos são reduzir custos, alcançar a excelência em tecnologia, dar mais agilidade, flexibilidade e escalabilidade aos negócios, além, é claro, de reduzir riscos de TI.

Afinal, como dar conta de implementações custosas em Internet das Coisas, Big Data e virtualização, além da realização de estudos para implementação de novas abordagens, como TI bimodal? Lembre-se de que quem olha para todos os pontos acaba não olhando para lugar algum! Em uma era de SaaS, a contratação de TI como serviço se torna uma realidade cada vez mais inescapável às empresas.

Quais são as principais diferenças entre CAPEX e OPEX?

É claro que CAPEX e OPEX possuem diferenças conceituais essenciais, mas é na prática que essas distinções se tornam realmente claras — nos Demonstrativos de Resultados do Exercício (DREs). Isso porque, em tempos de diminuição de custos e de necessidade de reduzir riscos de TI, a competição extrema impõe que as empresas entreguem mais qualidade com economia de despesas.

Em função disso, muitos CEOs já perceberam que o outsourcing de TI não é sinônimo apenas de corte de gastos. A virtude central de uma parceria estratégica como essa é dar à empresa o que há de mais moderno em tecnologia, com um custo muito mais baixo do que o que se veria em uma centralização.

Na prática, a empresa não investe mais em servidores físicos. Antes, sela uma parceria com uma especialista em soluções em cloud computing e virtualização de servidores, que ainda será a responsável pelas atualizações e manutenções, pela segurança da informação, além da integração dessas tecnologias com outras soluções estratégicas, como as de Big Data Analytics e mobilidade.

Estamos falando, portanto, da troca do ônus das compras, que geram custos variáveis permanentes, além de ociosidade de equipamentos, pelo aluguel inteligente de recursos, os quais são contratados na medida estrita das necessidades de cada empresa, possuindo também escalabilidade imediata.

E quais são as maiores vantagens do OPEX?

Para que não restem dúvidas, resumimos aqui as principais vantagens trazidas pelo OPEX. Veja:

  • recebimento de serviços de ponta em TI;
  • custos reduzidos pela eliminação de gastos com manutenção, segurança, licenças e até pessoal;
  • possibilidade de aumentar a produtividade da TI;
  • fim da ociosidade de equipamentos;
  • escalabilidade;
  • modernização da infraestrutura de TI sem descapitalizar a empresa, uma vez que contratações são feitas por aluguel e dimensionadas de acordo com a limitação financeira da organização;
  • dedutibilidade tributária, com o valor gasto com esses serviços operacionais entrando no balancete como despesa operacional necessária às atividades do negócio;
  • fim das perdas com depreciações, o que é comum na compra de equipamentos.

Se antes deste post você achava que CAPEX e OPEX eram termos do mercado financeiro, agora não tem mais dúvidas sobre seus conceitos e, principalmente, sobre a importância de decidir qual abordagem seguir, certo? Aproveite então para assinar a nossa newsletter e receber dicas e conteúdos sobre gestão de TI diretamente em seu e-mail!

Sobre o autor

SONDA

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