Gestão de Negócios

Entenda o papel do CIO na transformação digital

Escrito por SONDA

Você acha que uma empresa do porte da Coca-Cola, que vende 1,8 bilhão de latas e garrafas de refrigerante diariamente no mundo, deve ou precisa pensar em mudar? Pois a gigante do setor de bebidas criou recentemente uma poderosa divisão de transformação digital cujo objetivo é permitir a tomada de decisões estratégicas a partir de dados e interações entre consumidores.

Se até uma das maiores organizações do mercado se curvou diante do potencial de tecnologias como Internet das Coisas, Big Data e realidade virtual, resta alguma dúvida de que sua empresa também precisa pensar no assunto? Saiba desde já: isso é papel do CIO ou Chief Information Officer.

Ser digital não é simplesmente trazer tecnologias para fazer o que sempre foi feito, só que mais rápido e em maior quantidade. Na verdade, ser digital é criar formas diferentes de relacionar seu business à tecnologia, criando uma nova empresa a partir da Tecnologia da Informação.

Pense bem: as mudanças tecnológicas ocorridas nos últimos 5 anos são 100 vezes mais profundas que as efetivadas em 3 séculos de transformações.

Segundo um artigo da Harvard Business Review, esse redimensionamento mudou inclusive o conceito de digital, que hoje vai muito além de TI. Refere-se, na verdade, a redefinições profundas no ambiente corporativo que passam até por áreas que antes eram offline, como vendas e RH.

Pronto para entender agora mesmo qual é o papel do CIO na era da 4ª Revolução Industrial? Então basta continuar acompanhando!

O Darwinismo corporativo e a necessidade de adotar uma postura visionária

Criada por Darwin no século XIX, a teoria da seleção natural defendia a ideia de que a pressão ambiental e a permanente disputa por sobrevivência entre as espécies garantia sucesso apenas a quem tivesse maior capacidade de adaptação. Pois podemos facilmente transpor essa visão para o mundo dos negócios.

Você sabe dizer, por exemplo, por onde anda a Kodak desde o surgimento das câmeras digitais dos concorrentes? E a Blockbuster, a partir da disseminação dos serviços de streaming de filmes? Daria para estender essa reflexão também a dezenas de marcas de walkman e discman que foram simplesmente dizimadas pela chegada da música digital.

É preciso entender o quanto antes que o Darwinismo corporativo não perdoa hesitações no que se refere à implementação de mudanças. Ter essa visão de futuro conduzindo a empresa é, sem dúvidas, o mais importante papel do CIO.

O papel dos CIOs na liderança do processo de transformação digital

67% dos 1.217 CIOs que participaram da pesquisa global entre 2016 e 2017 da Deloitte entendem que as tecnologias digitais são as que terão maior impacto sobre seus negócios nos próximos anos. Aliás, a maior parte dos executivos entrevistados no Deloitte Digital Business Global Executive Study disse estar usando o digital para sair da zona de conforto, descobrindo caminhos de fazer negócios em novas e diferentes formas.

A experiência do CIO pode posicioná-lo como líder da transformação digital em sua empresa, desde que ele consiga alinhar tecnologia a questões-chave do negócio, como estratégias de crescimento, integração com ecossistemas empresariais, desenvolvimento de talentos e novos modelos culturais corporativos.

O objetivo final é romper com o status quo e usar o digital para reinventar paradigmas históricos de captação de receitas e estruturas operacionais que circundam as funções do negócio. E é justamente nessa espiral que reside o papel do CIO.

Os resultados da transformação digital colocada em prática

Na indústria, os gêmeos digitais, softwares baseados em realidade virtual, permitem que testes exaustivos sejam realizados em cada produto antes mesmo que uma única unidade seja trazida ao mundo real. Isso significa aumento de produtividade, redução drástica de erros (e retrabalhos), além de diminuição dos custos de fabricação.

No agronegócio, o produtor de hoje consegue ir além da soja, produzindo dados. Esses dados acabam descommoditizando a soja, que passa a ser uma soja especial, com valor agregado tanto por sua qualidade (uso mais eficiente de defensivos por força da análise de dados) quanto pelo maior retorno sobre o investimento (custos menores e safra maior).

Na gestão avícola, sensores são instalados em criadouros para coletar informações sobre o ambiente de produção, como temperatura da granja, taxas de luminosidade e CO2, variação diária do peso de cada animal e volume de ração ingerida. É evidente que isso se reflete positivamente na comercialização do produto.

Na Medicina, dispositivos vestíveis (wearables) são usados para gerar dados que propiciem diagnósticos mais precisos, bem como tecnologias em realidade aumentada transformam procedimentos cirúrgicos de alto risco em intervenções com menor potencial de mortalidade.

Isso sem falar no varejo! Nesse setor, dispositivos de realidade virtual são usados para fazer test drives ou visualizar uma mercadoria em todas as suas nuances, oferecendo assim uma nova experiência de compra aos clientes.

Os desafios do CIO para transformar perspectiva em realidade

Inovações na indústria, no agronegócio, na Medicina e no varejo: perceba que tudo o que estamos falando é papel do CIO. Cabe a ele equilibrar as demandas de transformação do negócio às restrições de capacidades tecnológicas presentes na organização e no mercado. O problema é que o CIO no Brasil ainda é muito envolvido em questões operacionais, o que desvia seu foco desse comando em direção ao digital.

Por mais que o CIO já tenha expertise em tecnologia, para liderar essa necessária agenda de transformação, precisará realinhar suas responsabilidades na empresa, além de trabalhar outras competências, como:

  • dedicar-se cada vez mais à chamada TI estratégica e cada vez menos a eventos operacionais;
  • desenvolver a capacidade de construir times multifuncionais — equipes interdepartamentais vinculadas à renovação digital da empresa;
  • conseguir integrar a organização a parceiros estratégicos a partir da tecnologia;
  • manter as pessoas (consumidores e colaboradores) conectadas e engajadas;
  • criar uma cultura de inovação, tolerância ao risco e melhoria contínua no ambiente corporativo.

Existem empresas que têm em seu organismo o DNA da inovação. A GE, fundada em 1892 por ninguém menos do que Thomas Edison, começou suas atividades comercializando lâmpadas de carbono. Mais de 2 séculos depois, a empresa está focada em tecnologias 3D e implementação de dispositivos de análise de dados em turbinas de avião. Impressionante, não?

O papel do CIO é, portanto, direcionar estratégias, construir ecossistemas de parcerias e transformar o negócio, ainda que isso represente promover uma ação disruptiva completa no modelo atual.

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Sobre o autor

SONDA

A SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, atua em 10 países com mais de 22 mil colaboradores e 5 mil clientes ativos. Em parceria com seus clientes, a SONDA acredita que com o uso de soluções tecnológicas é possível transformar seus negócios, permitindo conquistar eficiência e vantagem competitiva. Entendemos do seu negócio e sabemos fazer acontecer, contando com uma equipe altamente capacitada. Para mais informações, acesse www.sonda.com/br.