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Como a transformação digital pode ajudar o setor financeiro?

Escrito por SONDA

A transformação digital redimensiona a forma com a qual nos relacionamos com o mundo. Imersos em smartphones, influenciados por postagens em redes sociais e cada vez mais conectado a objetos inteligentes, fruto da infinidade de interconexões trazidas pela Internet das Coisas, o novo consumidor de serviços financeiros, 24 horas on-line, também espera uma transposição dessas tecnologias ao contexto do setor.

Definitivamente, não é mais possível às instituições financeiras permanecerem passivas, só aguardando os concorrentes de vanguarda lançarem produtos revolucionários no setor. Está lembrado daquele sábio ensinamento de Peter Drucker que diz que a melhor maneira de prever o futuro é inventá-lo? Pois essa lição nunca caiu tão bem.

Quer entender melhor todo esse contexto? Então confira agora mesmo algumas virtudes que justificam por que a transformação digital vai ressignificar a oferta de serviços financeiros não só na sua empresa, mas no mundo!

Previsão de descontentamento de clientes

Um estudo da Cisco revelou que 52% dos brasileiros acreditam que seu banco não os entende e 84% estariam dispostos a usar serviços financeiros não convencionais — como PayPal ou o serviço gratuito de transferência de dinheiro do Facebook. Para mudar essa imagem, muitas instituições financeiras e corretoras de valores já usam soluções de análise de dados para estudar as reações dos correntistas e investidores diante de mudanças nas taxas de juros ou em taxas de administração, liberação de crédito automático, alterações no layout do home broker, entre outras ações.

Monitorando redes sociais, manifestações no SAC e, claro, as próprias transações de cada cliente nas plataformas bancárias, a instituição consegue antever eventuais insatisfações, promovendo melhorias ou, se necessário, entrando em contato muito antes de um indesejado pedido de encerramento de conta. Imagine o que isso pode fazer por sua taxa de churn!

Maximização do valor da lifetime do cliente

Citbank e Deutsche Bank: aqui estão 2 instituições que cruzam dados de seus clientes para entender suas necessidades, o que lhes permite oferecer o produto financeiro exato e no timing preciso de cada correntista. Os sistemas da instituição conseguem detectar, por exemplo, quais de seus clientes compraram recentemente um novo imóvel, abrindo margem para a oferta de um seguro residencial. É a transformação digital voltada ao marketing no setor financeiro.

Igualmente, as corretoras de valores podem mapear as atividades de seus investidores no home broker, diagnosticando quais deles aceitariam fazer um upgrade em seus planos, a fim de ter acesso a funcionalidades premium — tais como gráficos mais complexos e detalhamento das ofertas de compra e venda de ações. O segredo está, assim, na aposta em estratégias individualizadas de upsell e cross-sell.

Facilitação da virtualização de agências

Em 2007, 65% das transações ocorriam por meio eletrônico. Só 10 anos depois, esse percentual já chega a 85%! A mudança nos hábitos dos clientes, a necessidade de redução de custos e a pressão das fintechs impulsiona o setor bancário para a modernidade.

E isso explica por que os 7 maiores bancos do país preveem a retirada total de seus caixas eletrônicos até 2020. A ideia é que as operações sejam feitas apenas por meio de caixas universais, 24 horas, o que representará uma queda relevante nos custos de manutenção, gerenciamento de segurança e aquisição de equipamentos.

Automação de análises de risco e estratégias de investimento

Carteira de investimentos desenvolvida de forma eletrônica, análise do perfil do investidor feita automaticamente, com softwares de data mining, gestão de riscos no setor financeiro provida por sistemas inteligentes, alimentados 24 horas pelo cruzamento de dados macroeconômicos, notícias da conjuntura internacional e balanços de empresas: tudo isso é transformação digital. E é muito difícil pressupor a sobrevivência de uma instituição que não faça uso dessas ferramentas.

Provisão de agentes e equipamentos autônomos

Aprendizagem avançada de máquina e machine learning são o start para o surgimento de uma série de implementações de equipamentos inteligentes — como é o caso dos chamados Assistentes Pessoais Virtuais (APV). Em vez de interagir com menus de sites de bancos e corretoras de valores, o cliente passará a falar com aplicativos capazes de dar respostas complexas e solucionar demandas de forma realmente autônoma, sem a necessidade da intervenção do homem. É a transformação digital em seu estado mais puro!

Antecipação de tendências

Quando a JPMorgan Chase & Co., líder mundial em serviços financeiros, analisou 12,4 bilhões de transações de cartões de crédito e débito entre 2014 e 2015, conseguiu visualizar em primeira mão uma tendência clara de retração na economia para os meses subsequentes. Nessa época, muitos concorrentes do setor ainda não tinham o hábito de trabalhar sistematicamente com análise de dados para encontrar padrões e insights estratégicos. Ficaram para trás.

De hoje em diante, será bem difícil encontrar uma empresa do setor financeiro que não se esforce para fazer um bom trabalho de mineração de dados. Afinal de contas, inteligência de mercado é absolutamente imprescindível para tomar decisões nesse setor, que é extremamente volátil.

Oferta de produtos financeiros a custos menores

A consolidação das fintechs traz lições valorosas às grandes instituições do país. A estrutura mais enxuta, dinâmica e totalmente digital fez com que o Nubank, por exemplo, conseguisse enfrentar as poderosas operadoras de cartões de crédito oferecendo uma taxa de juros em torno de 7% ao mês — contra taxas acima de 15% ao mês dos bancos tradicionais. E isso ainda sem cobrar anuidade!

Mas como a empresa conseguiu se manter robusta com taxas tão baixas? A explicação pode estar na falta de agências, postos físicos de atendimento e caixas eletrônicos, bem como na ausência dos custos administrativos das empresas tradicionais — como emissão e envio de boletos. O sucesso da startup de cartões de crédito alavancou o surgimento de bancos totalmente digitais, além de planos de reformulação em quase todas as instituições financeiras do país.

Incorporação de novos recursos de segurança da informação

O Bitcoin despertou a atenção dos bancos no mundo todo não exatamente por sua ideia de desafiar o sistema financeiro com a circulação de dinheiro virtual, mas sim por seu sistema de criptografia icônico no processo de transformação digital que vivenciamos atualmente. Estamos falando do blockchain, estrutura que funciona como um registro de transações e é baseada em um banco de dados distribuído e descentralizado.

Espécie de livro-razão de todas as operações de Bitcoins, o blockchain foi descrito pela The Economist, em 2015, como uma tecnologia extremamente disruptiva, que permitirá inovações nos sistemas de segurança dos bancos, tornando as transações muito mais seguras e baratas do que são atualmente. É por isso que muitas instituições financeiras trabalham arduamente para encontrar um ponto de ligação entre o blockchain e seus sistemas de segurança digital.

Criação de comodidades com serviços baseados em IoT

Segundo um levantamento feito pela Tata Consultancy Services, as organizações mundiais do setor financeiro investiram 117,4 milhões de dólares em tecnologias baseadas na Internet of Things (IoT) durante o ano de 2015. E a estimativa do segmento é elevar esse montante a 153,5 milhões de dólares em 2018.

Essa injeção de recursos tem como objetivo disseminar mundialmente os serviços usados ainda de forma tímida em alguns países desenvolvidos. Como exemplos, podemos citar o pagamento de contas por meio da leitura de um código de barras com NFC e a realização de compras com aproximação de um smartwatch. Isso sem falar no avanço de projetos na área de mobile payment via carro conectado!

Agora que você já tem uma boa ideia de como a transformação digital pode ajudar o setor financeiro, aproveite para descobrir o que é mobilidade corporativa e como ela pode ser o ponto de partida para todos os níveis de transformação que citamos!

 

Sobre o autor

SONDA

A SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, atua em 10 países com mais de 22 mil colaboradores e 5 mil clientes ativos. Em parceria com seus clientes, a SONDA acredita que com o uso de soluções tecnológicas é possível transformar seus negócios, permitindo conquistar eficiência e vantagem competitiva. Entendemos do seu negócio e sabemos fazer acontecer, contando com uma equipe altamente capacitada. Para mais informações, acesse www.sonda.com/br.