Tecnologia da Informação

Afinal, como as cidades brasileiras podem ser mais inteligentes?

Escrito por SONDA

Smart cities (cidades inteligentes) é a expressão mais ouvida nos fóruns mundiais de sustentabilidade. O esgotamento dos recursos naturais, a necessidade de ter uma comunidade mais próxima e “compartilhada” e a importância da coleta de dados em tempo real para prestar serviços públicos de qualidade têm dado cada vez mais voz a essa concepção inovadora, que emerge em linha com as inovações em Internet das Coisas (IoT), nanotecnologia e Big Data.

Na corrida pela formatação das smart cities, a estimativa é que cidades de diversas regiões do planeta devam investir entre US$ 930 bilhões e US$ 1,7 trilhão ao ano até 2025.

A maioria dos governantes das grandes aglomerações urbanas já compreendeu que gestão de excelência em uma era de recursos escassos e abundância de problemas sociais se faz com mobilidade, inteligência artificial e ação coletiva colaborativa.

Mas o que seriam exatamente as cidades inteligentes? Hoje você vai entender a que se refere esse termo e como a sociedade civil, empresas e governos devem se preparar do ponto de vista tecnológico para fazer parte dessa nova visão de comunidade. Veja só:

Como controlar o choque entre crescimento populacional e esgotamento dos recursos naturais?

De acordo com uma projeção da ONU, publicada no estudo “The World Population Prospects: The 2017 Revision”, a população mundial deve chegar próxima aos 10 bilhões em 2050. Além disso, até 2030, 9% da população mundial deve habitar em uma das 41 megacidades do planeta (aquelas com mais de 10 milhões de habitantes).

Em paralelo a isso, alguns dados não são muito animadores:

  • existem cálculos que indicam que, até 2025, 2/3 da população mundial terão dificuldades no acesso à água potável (em 2050, esse problema pode atingir 75% da humanidade);

  • para alimentar todo o contingente global daqui a 30 anos, será necessário ampliar a produção de alimentos em 70% (não há essa perspectiva);

  • muitos pesquisadores estimam que o petróleo possa acabar após 2035;

  • isso sem falar na iminente dissolução das reservas de carvão, cobre, gás natural, etc.

Todas essas informações evidenciam a necessidade urgente de repensar o modelo de cidades que existe hoje em nossa sociedade. As smart cities se propõem a redimensionar esses paradigmas, unindo sustentabilidade, tecnologia e integração social.

O que são cidades inteligentes?

O que você acharia de morar em uma cidade que tenha sensores instalados nos postes para economia de energia e aprimoramento da iluminação pública? Que tal uma em que dispositivos subterrâneos detectam as condições do tráfego para reprogramar os semáforos sempre que houver necessidade?

Ou, melhor ainda, um município que tenha um sistema de gestão de resíduos que praticamente elimina a necessidade de coleta de lixo? Bem-vindo à era das cidades inteligentes.

Essas cidades são baseadas em um crescimento inteligente e planejado, onde quase tudo gira em torno da mobilidade e na qual os recursos de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) são usados para garantir boa gestão dos recursos naturais e energéticos, crescimento econômico sustentável e interação plena entre cidadãos e governantes.

Tudo isso resulta, é claro, em melhora da qualidade de vida da população e em eficiência na gestão pública.

Algumas capitais brasileiras já começam a sentir o gostinho do que seriam cidades inteligentes. Um exemplo que deve soar familiar a você são os aplicativos desenvolvidos para que os cidadãos saibam onde está cada ônibus que roda pela cidade e em qual horário ele passará pelo seu bairro. Isso é o embrião do que pode vir a ser uma smart city.

Nessas regiões “digitalizadas”, todos os serviços essenciais estão conectados; a energia fornecida é limpa e monitorada eletronicamente; o tratamento do lixo também é feito de forma automatizada; serviços e produtos são compartilhados entre os moradores.

Já existem casos de cidades inteligentes?

Santa Ana (EUA) e seu projeto de tratamento de água

O mundo começa a assistir gradualmente ao surgimento de iniciativas pioneiras em tecnologia voltada à infraestrutura urbana. Um case interessante vem da cidade-sede do Condado de Orange, a pequena Santa Ana.

A cidade com nome latino tem um sistema inovador de reutilização da água, que permite que até a água dos sanitários volte a ser consumida sem riscos à saúde.

O sistema é conhecido como micropurificação e envolve o uso intensivo de sensores e raios ultravioleta para isolar as partículas de sujeira e eliminar bactérias e protozoários.

Essa tecnologia de vanguarda da cidade norte-americana acena com a possibilidade de, em breve, estender esse processo para a dessalinização da água do mar a custos bem menores do que o das técnicas atuais.

Songdo (Coreia do Sul), a cidade em que o tráfego é controlado eletronicamente

Songdo é um dos casos mais bem-sucedidos em matéria de cidades inteligentes. Entre outras tecnologias, o município utiliza sensores em vagas de estacionamento para reduzir a emissão de CO2 na atmosfera, bem como faz todo o gerenciamento do tráfego com sistemas eletrônicos.

Além disso, a localidade coreana tem também um canal provido com água do mar que garante a umidade da região sem sacrificar a água potável.

Croatá: a primeira smart city brasileira

Por mais incrível que pareça, o Brasil também tem uma proposta de desenvolvimento de cidade inteligente. Trata-se projeto Croatá Laguna Ecopark, no Ceará. A iniciativa é encabeçada por duas empresas italianas e tem como objetivo criar a primeira smart city do mundo voltada à população de baixa renda.

Entre as novidades tecnológicas desse município estão as praças dotadas de equipamentos esportivos que geram energia, os sistemas que controlam a irrigação com base na previsão do tempo e a coleta seletiva do lixo de forma eletrônica.

Com o tempo, há ainda a possibilidade de inserção gradual de novos recursos: em algumas cidades da Europa, por exemplo, consumidores produzem energia com miniusinas eólicas instaladas em seus quintais, podendo vender a produção excedente às concessionárias. Espetacular, não?

Sua empresa já está preparada para interagir com essa nova perspectiva de sociedade?

Como você viu, esses projetos futuristas já emergem (ainda que discretamente) no Brasil. E esse novo conceito de cidade exige adaptação tecnológica não somente de governos, mas de empresas e cidadãos.

Isso porque cada vez mais a relação entre organizações privadas e entes públicos dependerá dos recursos de TIC, seja na prestação de contas ao Fisco, no recebimento de subvenções do Estado ou na assunção de contratos com o Poder Público.

Além disso, a chegada das cidades inteligentes tende a mudar a própria maneira como as corporações dialogam com seus consumidores.

A propósito, como anda a infraestrutura de TI de sua empresa? Trabalho com Big Data, soluções em cloud computing e virtualização de servidores devem estar entre as inovações que você deve trazer à sua empresa para prepará-la para o tsunami da transformação digital.

Quais as iniciativas típicas de cidades inteligentes que você tem visto em seu município? Compartilhe este conteúdo nas redes sociais e mostre aos seus amigos, familiares e colegas de trabalho que tipo de cidade os espera no futuro!

Sobre o autor

SONDA

A SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, atua em 10 países com mais de 22 mil colaboradores e 5 mil clientes ativos. Em parceria com seus clientes, a SONDA acredita que com o uso de soluções tecnológicas é possível transformar seus negócios, permitindo conquistar eficiência e vantagem competitiva. Entendemos do seu negócio e sabemos fazer acontecer, contando com uma equipe altamente capacitada. Para mais informações, acesse www.sonda.com/br.