Tecnologia da Informação

Database of Things: o que é e por que se tornou uma tendência?

Escrito por SONDA

Como você certamente já sabe, a história da computação é marcada por ondas de inovação tecnológica. Mas será que sabe também qual será a próxima grande transformação? Pois estamos falando da chegada da Internet das Coisas (IoT) nos ambientes domésticos e empresariais.

Basicamente, essa tecnologia permite que dispositivos comuns (como geladeiras, televisões e impressoras) se conectem à internet e troquem informações com servidores 24 horas por dia. Isso representa bilhões de dispositivos, aplicativos e ferramentas se comunicando via internet e, consequentemente, produzindo um volume enorme de dados diariamente.

Mas esses dados precisarão ser armazenados em algum lugar, certo? Justamente nesse ponto é que entram os bancos de dados das coisas — Database of Things (DoT). Quer saber mais sobre o assunto? Então acompanhe nosso post de hoje!

O que é um Database of Things?

Segundo uma projeção da Gartner, teremos cerca de 50 bilhões de dispositivos conectados à internet até 2020 no mundo. Considerando então que o fluxo de dados promovido pela Internet das Coisas deve superar (e muito) o volume que hoje chamamos de Big Data, as empresas precisarão investir em bancos de dados que suportem o processamento de tudo isso. Sim, estamos nos referindo ao Database of Things.

A ideia central de um DoT é conseguir armazenar as informações com a mesma velocidade que a Internet das Coisas leva para produzi-las. Assim, ele precisa cumprir com alguns requisitos, como:

  • taxas de ingestão, indexação e armazenamento de dados continuamente altas;
  • grande escalabilidade e flexibilidade no sistema;
  • integração com ferramentas de análise para extrair valor dos dados gerados pela Internet das Coisas.

Como funciona um DoT?

Para ser capaz de processar grandes volumes de dados no ritmo imposto pela IoT, um Database of Things usa sistemas de armazenamento in-memory em vez do tradicional armazenamento em disco atualmente usado. Mas o que isso quer dizer? Nos sistemas de armazenamento in-memory (IMDS), os dados são armazenados em formato compacto e não relacional na memória principal. Por isso, um IMDS gerencia grandes volumes de informação com muito mais agilidade e eficiência que os bancos de armazenamento em disco.

Além disso, os bancos de dados in-memory geralmente demandam menos da memória e da CPU, propiciando o processamento e a consulta de informações com um curto tempo de resposta. Justamente por isso é que os sistemas IMDS vêm sendo usados como Database of Things por organizações no mundo inteiro, permitindo a análise de dados para auxiliar na tomada de decisões, tornando-a mais estratégica.

Por que o Database of Things é uma tendência?

Bancos de dados relacionais (RBD) podem até ser eficientes nos mais diversos cenários, mas esse definitivamente não é o caso da Internet das Coisas. E motivo para isso é simples: RBDs foram projetados para processar dados estruturados e uniformes, como etiquetas, linhas e colunas. Em tempos de IoT, porém, a maior parte do conteúdo produzido será de dados não estruturados, como documentos em texto, vídeos, fotos, e-mails e posts, entre outros.

Daí surge a necessidade de contar com bancos de dados que sejam capazes de armazenar e processar grandes volumes de dados não estruturados com velocidade e flexibilidade, evitando retrabalho sempre que novos sensores e dispositivos são adicionados. Mas o que mais? Por que exatamente o Database of Things se tornou uma tendência entre as empresas que estão se preparando para a chegada da IoT? Descubra!

Análise estratégica de dados

Se antes apenas os dados previamente armazenados eram analisados para apoiar a tomada de decisões de uma empresa, o cenário muda bastante com a chegada da Internet das Coisas. A partir daí, também será preciso avaliar grandes volumes de dados em tempo real.

Que tal um exemplo? Com sensores e câmeras, os atuais carros inteligentes podem gerar cerca de 25 gigabytes de dados por hora. E acredite: para a futura geração de carros inteligentes, espera-se que sejam gerados 250 gigabytes de dados por hora! Por meio da análise histórica ou em tempo real de dados gerados por dispositivos como esses é que as empresas poderão coletar informações de valor para, por exemplo, identificar aqueles problemas técnicos mais frequentes e, assim, prever a necessidade de manutenção.

Em outras palavras: a Internet das Coisas oferece a possibilidade de gerar insights e assumir uma tomada de decisões mais estratégica a partir da análise de volumes de dados não estruturados. No entanto, para isso é indispensável superar as limitações impostas pelos sistemas atuais de gerenciamento de dados e apostar no Database of Things.

Escalabilidade e flexibilidade

Hoje, a previsão é que uma parcela considerável das implantações de projetos da Internet das Coisas seja abandonada já nas primeiras etapas como decorrência da falta de infraestrutura da maioria das empresas. Afinal, uma infraestrutura ideal deve ser capaz de acompanhar a velocidade dos dados produzidos por bilhões de dispositivos conectados à internet, permitir a devida análise dos dados e ainda manter as atividades de rotina funcionando simultaneamente.

Para que isso seja possível, as empresas precisarão transformar seus sistemas de armazenamento de dados. E saiba: até mesmo os serviços baseados na nuvem mais modernos disponíveis no momento podem não cumprir todos os requisitos de capacidade necessários para essa missão.

Como é possível ultrapassar essa barreira? Uma das melhores soluções é configurar um banco de dados distribuído com um número de nós escalável e armazenamento otimizado, a fim de diminuir a latência dos dados. Tenha em mente que nenhum banco de dados centralizado conseguiria suportar o processamento de um grande volume de dados e ainda manter o funcionamento das tarefas de rotina da empresa. Mas esse é um requisito indispensável de um Database of Things!

Como se preparar?

Resumindo: para ser capaz de lidar com a Internet das Coisas, sua empresa precisa adotar uma infraestrutura de gerenciamento de dados que atenda a alguns requisitos. São eles:

  • alta taxa de ingestão de informações e grande capacidade de armazenamento;
  • flexibilidade para atender às demandas de crescimento do negócio;
  • grande capacidade de processamento para gerar insights e acompanhar as mudanças do mercado em tempo real;
  • uma política de segurança que proteja os dados empresariais contra violações e vazamentos.

Para além disso, não se esqueça de que o sistema adotado deve ser de baixo custo. Caso contrário, a expansão do banco de dados pode se tornar pesada demais para o orçamento já no curto prazo.

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Sobre o autor

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