Tecnologia da Informação

Entenda os desafios da segurança na Internet das Coisas

Escrito por Eduardo Borba

Você por acaso já ouviu falar sobre a Internet das Coisas, uma das principais tendências de TI dos últimos anos? Pois podemos adiantar desde já que os aparelhos dessa tecnologia não são usados apenas por pessoas comuns, mas também por empresas, revolucionando o ambiente corporativo ao mudar a forma como os negócios lidam com seus dados digitais. Tudo isso acontece pelas mãos de analistas que, junto a uma infraestrutura de análise de informações em grande escala, conseguem obter insights sobre o mercado e criar ferramentas e estratégias de vendas cada vez mais poderosas.

O detalhe é que, apesar do rápido avanço da Internet das Coisas, a necessidade de se contar com soluções de segurança digital e uma política sólida a esse respeito ainda impede que muitos empreendimentos incorporem essas ferramentas a seu dia a dia. Com algumas medidas práticas, porém, é possível tornar a infraestrutura mais confiável, preparando o terreno para lidar com as diferentes ameaças digitais que podem afetar um empreendimento.

Quer saber como isso é feito? Então confira agora mesmo os princípios da Internet das Coisas e como essa tecnologia afetará sua rotina de segurança digital!

O que é a Internet das Coisas?

A Internet das Coisas (IoT) é um termo usado para definir o conjunto de dispositivos que usa interfaces de comunicação sem fio para coletar, enviar e receber dados digitais. São aparelhos que podem ver, ouvir e até mesmo capturar movimentos com alta precisão, assim como enviar tais registros para softwares por meio da internet. E o melhor é que tudo isso acontece com um custo-benefício bastante elevado.

A Internet das Coisas já chegou a vários aparelhos. Barateamento do poder de processamento, popularização da internet sem fio e baixo custo dos sensores: tudo isso tem deixado a IoT mais acessível tanto para governos como para empresas e usuários domésticos.

Televisões conseguem executar comandos de voz graças a sensores e processadores que analisam mensagens faladas em instantes. Por outro lado, sensores de presença atuam lado a lado com termostatos para definir a temperatura de ambientes empresariais de forma automática e, assim, diminuir os gastos com refrigeração. As possibilidades são praticamente infinitas.

Com os smartphones e o Big Data, a Internet das Coisas se tornou um ativo comercial. Afinal, esses recursos permitem que as empresas coletem um número muito maior de registros para análise. Como consequência, a definição de estratégias comerciais é feita com alta precisão. Ficou muito mais fácil para os gestores encontrar aqueles fatores que mais influenciam nos custos e na lucratividade do empreendimento, podendo, a partir daí, remodelar suas rotinas de forma estratégica.

Que fatores afetam a segurança de dispositivos IoT?

O principal objetivo do uso da Internet das Coisas no ambiente corporativo é aumentar o nível de automação do negócio e ampliar a quantidade de informações disponíveis para análise comercial. Contudo, para que isso seja possível, os gadgets IoT precisam capturar dados continuamente, o que pode envolver a coleta de registros privados. Pensando nisso, vale destacar aqui algumas das principais ameaças relativas ao uso da Internet das Coisas no ambiente comercial. Continue acompanhando!

Coleta de mensagens de voz com registros privados

As tecnologias de reconhecimento de voz já são capazes de lidar com múltiplos idiomas e variações de sotaque, mas para que ferramentas de captura ativa possam ser acionadas automaticamente, é necessário manter os microfones sempre ativos. Para empresas que integram em seu ambiente TVs inteligentes e hubs comandados por voz, isso pode ser um problema. Em muitos casos, as mensagens capturadas são enviadas para servidores, onde são processadas ou mesmo compartilhadas com parceiros comerciais, o que pode disponibilizar informações sensíveis para terceiros.

Insegurança nas interfaces de acesso

Um dos maiores problemas da IoT diz respeito à insegurança em relação às interfaces de acesso. Diversos pesquisadores (e hackers) já conseguiram demonstrar como câmeras IP, TVs inteligentes e outros aparelhos podem ser facilmente invadidos, seja para roubo de informações ou ataques do tipo DDoS. No fim de 2016, por exemplo, um grupo de hackers inviabilizou o acesso a várias páginas da web com a ajuda de aparelhos hackeados. A ação serviu para mostrar a força das redes de aparelhos da IoT, que enviaram uma grande quantidade de requests para um serviço de DNS. Consequentemente, parte dos principais serviços web (como Paypal e Netflix) ficaram total ou parcialmente inacessíveis por horas.

Perda de privacidade e roubo de dados

Se foram inadequadamente configurados, os dispositivos da IoT podem representar um grande problema para empresas que precisam manter seus dados a salvo de ataques. Quando o negócio deixa de usar senhas complexas ou de criar regras de acesso a seu sistema, tais equipamentos acabam se tornando portas de entrada para a rede corporativa, permitindo a visualização de dados internos.

Como manter uma infraestrutura de IoT segura?

Apesar dos riscos, a empresa que adota a Internet das Coisas pode planejar sua infraestrutura para receber tais equipamentos sem expandir o nível de vulnerabilidades existente. Dessa forma, o negócio consegue aproveitar ao máximo os benefícios desses gadgets, criando fluxos de trabalho cada vez mais eficazes e inteligentes. Nesse sentido, podemos destacar como medidas que devem ser tomadas por uma empresa para manter sua infraestrutura segura:

  • o uso de senhas complexas para reduzir a eficácia de ataques de força bruta;
  • o monitoramento de toda a infraestrutura de rede para buscar falhas e invasores;
  • a adoção de padrões mais seguros para proteger as redes sem fio;
  • a criação de uma rede wi-fi oculta só para os equipamentos da IoT para isolá-los do resto da infraestrutura;
  • a atualização ágil do firmware de cada gadget;
  • a implementação de um sistema de firewall;
  • a definição de regras de acesso e controle dos aparelhos para delimitar o número de áreas sensíveis da infraestrutura que eles conseguem acessar;
  • o planejamento da implementação de novos equipamentos com foco em segurança desde as primeiras etapas;
  • a adoção da criptografia de dados para armazenar informações coletadas pelos aparelhos e trocar dados entre dispositivos de forma segura.

Pode acreditar: juntas, essas medidas conseguem mitigar grande parte dos ataques virtuais de hoje. Tomando esses cuidados, a rede passa a ter um nível de confiabilidade elevado, uma vez que todas as conexões são monitoradas dinamicamente. E como os equipamentos estarão isolados contra vulnerabilidades dos dispositivos da IoT, mesmo que ataques sejam realizados, o negócio não terá seus dados expostos.

Como você viu, a Internet das Coisas está pouco a pouco revolucionando a forma como empresas lidam com seus processos e suas rotinas de planejamento de mercado. Com ela, os negócios não apenas passam a ter serviços direcionados de acordo com as demandas do mercado como sua capacidade de otimização de processos é maximizada. Diante de tudo isso, o que ainda está esperando para se juntar a esse movimento? O que ainda o segura? Comente aqui e compartilhe suas impressões e experiências conosco!

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Eduardo Borba

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