Tecnologia da Informação

Saiba como se preparar para a era cognitiva

Escrito por SONDA

Não restam dúvidas de que os avanços tecnológicos dos últimos anos impactaram diretamente os processos tanto do mundo empresarial como do universo doméstico. Quer um exemplo? Atualmente, é difícil nomear alguém que não faça uso diário ao menos de um smartphone. Isso sem falar nos notebooks, tablets e redes wi-fi! Em parte, isso se explica pelo fato de essas tecnologias terem se tornado bem mais acessíveis, seguras e eficientes. E tudo isso só demonstra que, além de facilitar as tarefas cotidianas, a comunicação entre pessoas e a tomada de decisões, a tecnologia também tem potencializado cada vez mais a interação entre indivíduos e máquinas.

Nesse cenário de mudanças, já é possível afirmar que o próximo grande passo é o fortalecimento da era cognitiva entre as empresas. Não conhece esse conceito? Então chegou ao post certo. Entenda a seguir o que é a era cognitiva e como as organizações estão se preparando para embarcar nessa nova tendência tecnológica!

O que exatamente é a computação cognitiva?

Estamos entrando na terceira era da computação. Passamos dos computadores que realizavam cálculos, desenvolvidos por volta de 1900, para os dispositivos programáveis, que reinaram a partir dos anos 1950 em diante, até atingirmos a era da computação cognitiva.

Os computadores programáveis, tal como os conhecemos, apresentam um funcionamento relativamente simples de entender: por meio de algoritmos e linhas de código escritas por programadores humanos, seus sistemas passam por uma árvore de decisões para então oferecer uma única resposta final para determinada questão. O problema é que, muitas vezes, uma resposta única pode não ser válida para todos os casos. Pelo contrário, a solução ideal deve variar de acordo com quem formula a questão e com seu contexto. E é nesse ponto que entra a computação cognitiva.

Com os sistemas cognitivos, as máquinas não são apenas capazes de processar as informações, mas também de aprender com elas, oferecendo uma variedade de respostas específicas para qualquer que seja a questão. Ao combinar ferramentas para identificar voz, texto, imagem e demais dados desestruturados disponíveis na nuvem, os sistemas cognitivos basicamente:

  • analisam determinado conteúdo ou questão;

  • definem a que campo o tópico pertence;

  • identificam seu contexto;

  • avaliam as evidências disponíveis — estudos científicos, históricos e censos armazenados em bancos de dados, por exemplo;

  • oferecem soluções e as informações que justificam suas respostas finais.

Em outras palavras, a computação cognitiva tenta imitar a forma como o pensamento humano acontece, aliando a crescente capacidade de processamento das máquinas e o enorme volume de dados disponíveis na nuvem (fenômeno conhecido como Big Data) para oferecer feedbacks cada vez mais inteligentes.

O que a era cognitiva tem a oferecer às empresas?

Apesar de ainda ser um conceito novo no mundo tecnológico, a computação cognitiva já está presente em diversas aplicações que envolvem Inteligência Artificial. É o caso do ramo da robótica, do Processamento de Linguagem Natural (PLN) e da criação de realidades virtuais. A ideia é que, ao ser aplicada no campo da TI, a computação cognitiva ajude no desenvolvimento de sistemas capazes de resolver problemas e oferecer soluções sem a assistência humana.

Watson Oncology

Um exemplo prático disso é o sistema de computação cognitiva Watson, da empresa multinacional IBM, que já atende a diversos clientes de todo o mundo. Uma das ramificações do Watson, a Watson Oncology, vem sendo usada por hospitais no tratamento de pacientes com câncer. Funciona assim: em primeiro lugar, o médico colhe as informações essenciais sobre o paciente e as fornece para o computador. Na sequência, a Watson Oncology avalia seu banco de dados, que contém milhares de pesquisas científicas e históricos de pacientes. A partir daí, responde com uma lista de possíveis tratamentos, incluindo as chances de cura de cada caso.

Aplicativo Rev1

Um outro exemplo da chegada da era cognitiva é o aplicativo Rev1, da empresa Go Moment, voltado para o setor hoteleiro. Esse sistema possui a capacidade de responder quase imediatamente a questões simples dos hóspedes, sugerindo os melhores pontos turísticos da cidade e atendendo a tarefas básicas, como um pedido de refeição no quarto.

Outras possibilidades

Aplicações semelhantes também estão sendo introduzidas no ramo musical (MusicGeek, da Decibel Music Systems), em negócios gastronômicos (Chef Watson, da IBM), na área da saúde pessoal (CafeWell Concierge, da Welltok) e na indústria de energia (NLG, da Arria), por exemplo. Ao que tudo indica, a computação cognitiva promete transformar indústrias, profissões e a forma como as empresas se relacionam com os consumidores em um futuro muito próximo.

Como se preparar para a era cognitiva?

Um estudo promovido pela Gartner, empresa global de consultoria e pesquisas na área de tecnologia, aponta que a chegada das máquinas inteligentes será a mudança mais radical já proporcionada na área de TI, empoderando pessoas para alcançar o impossível. E com a maior facilidade de acesso à internet e a crescente adesão às tecnologias de cloud computing e análise de Big Data no cenário empresarial, a tendência é que a computação cognitiva receba cada vez mais investimentos.

Segundo uma pesquisa da Allied Market Research, a expectativa é que o mercado global de computação cognitiva movimente mais de 13 bilhões de dólares em 2020. A partir daí, você pode entender que o investimento em tecnologia deixou de ser uma mera opção para as empresas que querem se manter competitivas no mercado, aumentar a produtividade e conquistar melhores resultados. Agora é obrigação!

Para que isso aconteça, no entanto, é preciso superar alguns desafios impostos pela chegada da era cognitiva. Primeiramente, as empresas precisarão dispor de infraestrutura e supercomputadores capazes de processar grandes volumes de dados, com placas gráficas (GPUs) de alto desempenho, múltiplos núcleos de processamento e memória RAM acima do padrão. Somando-se a isso, surge a necessidade de contar com profissionais capazes de lidar com as novas tendências tecnológicas e os recursos ligados à computação cognitiva.

Indo além, será preciso fomentar uma cultura digital efetiva nas empresas, superando as dificuldades impostas pela falta de talentos e recursos, integrando efetivamente a estratégia digital à corporativa, investindo em inovação e promovendo mudanças práticas no comportamento empresarial. Dessa forma, será possível mostrar aos colaboradores e clientes a real importância de se preparar para a era cognitiva, atenuando possíveis resistências à mudança.

E então, tem interesse em saber mais sobre esse assunto? Se você gostou do nosso post, aproveite para conhecer também o papel da cloud computing na transformação digital das empresas!

Sobre o autor

SONDA

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