Gestão de Negócios

As 7 melhores práticas de gestão de fornecedores internacionais

Escrito por SONDA

Bons fornecedores precisam oferecer preços e prazos competitivos, entender as demandas da empresa contratante e ter regras de compliance bastante próximas às dos clientes. Por envolver tantos fatores, a gestão dos parceiros é sempre um desafio. E, como é de se imaginar, esse desafio aumenta quando os fornecedores estão baseados em outro país.

Pensando justamente nesse cenário, resolvemos criar aqui um guia completo para você conseguir transformar fornecedores internacionais em verdadeiros parceiros. Confira!

1. Conheça os fornecedores internacionais

Na prática, existem diferentes maneiras de entrar em contato com fornecedores internacionais. Enquanto algumas empresas mantêm escritórios ou representantes no Brasil, facilitando a aproximação e a negociação, também é possível participar de feiras corporativas tanto aqui quanto no exterior, espaço onde diferentes organizações expõem seus produtos e serviços para nichos de mercado específicos.

Se seu negócio não puder participar desse tipo de evento, também é uma boa opção recorrer ao auxílio de alguma entidade representante do setor.

Empresas calçadistas, por exemplo, podem recorrer a consultorias da Abicalçados. E o mais interessante é que entidades desse tipo costumam estar presentes em missões comerciais, quando mapeiam novos fornecedores de acordo com as necessidades específicas do seu nicho de atuação.

Também é possível contar com relatórios internacionais — os chamados Business Credit Report. Contendo informações relevantes, como a saúde financeira de determinado fornecedor e o volume de negócios que ele gera, tais documentos podem ser elaborados por organizações internacionais — como o SERASA.

Por fim, não se esqueça de pedir feedbacks de outras empresas que já atuam com determinado fornecedor internacional, pesando prós e contras apontados. Tampouco deixe de usar a internet a seu favor, pesquisando mais a respeito de potenciais parceiros comerciais.

2. Negocie preços, prazos e formas de pagamento

Por mais que a negociação com fornecedores seja uma rotina extremamente comum no dia a dia dos gestores, ela pode ser um pouco mais complexa quando envolve atores externos. Afinal, tanto preços como prazos podem ser majorados, sem contar que o pagamento exige cuidados que não se restringem ao valor em si. É preciso ver se as transações serão negociadas em dólar, por exemplo, e por quais meios.

É importante que, ao menos nas primeiras trocas, você opte por pagamentos que possam ser facilmente reembolsados em caso de problemas.

Também é uma prática comum no mercado internacional fazer a negociação com intermediários — como distribuidoras ou empresas especialistas em importação e exportação. Mas atenção: embora tais negócios possam ajudar com trâmites legais e burocráticos, eles vão cobrar suas próprias taxas. Por isso, vale considerar uma abordagem direta ao fabricante a médio e longo prazos.

3. Teste processos e produtos

Assim como poucas pessoas nessa vida compram carros sem antes fazerem um test drive, sua empresa não deve importar uma grande quantidade de matéria-prima de Taiwan sem ter certeza de que o produto é de qualidade. Você pode pedir o embarque de amostras ou ainda de um lote piloto. Assim, o fornecedor envia uma pequena quantidade do produto, permitindo que você verifique sua qualidade na prática.

Esse procedimento ainda ajuda a identificar o ciclo de importação. Você passa, com isso, a ter uma referência real do tempo de entrega, além de se familiarizar com os entraves burocráticos e processuais.

Também é possível testar os canais de comunicação com o fornecedor internacional, bem como analisar a inspeção pré-embarque — serviço oferecido por empresas terceirizadas que ajuda a diminuir riscos no envio de produtos.

4. Adote uma estratégia de compliance

Obviamente, cada empresa tem suas regras para garantir uma atuação dentro da legislação local e condizente com boas práticas éticas. Não restam dúvidas, no entanto, que podem existir grandes diferenças de requisitos de compliance no Brasil e no exterior. Mas atenção: isso não significa que sua empresa não possa exigir boas práticas de seus fornecedores!

Nesse caso, o segredo do alinhamento está em ser claro quanto ao que você espera do fornecedor, até incluindo certas exigências em contrato. Você pode definir, por exemplo, que a parceria pode ser rompida sem qualquer ônus caso a fornecedora incorra em crimes ambientais ou desrespeite as condições mínimas de trabalho da sua equipe.

5. Construa uma relação de confiança

É importante que os fornecedores sejam parceiros do seu negócio, que realmente entendam suas necessidades e sejam capazes de sugerir soluções efetivas.

O segredo aqui está em manter os canais de comunicação abertos, garantindo uma integração fluida entre as empresas.

No campo internacional, os fornecedores são aliados estratégicos, podendo abrir as portas para sua empresa no mercado exterior e ajudando inclusive a encontrar outros parceiros comerciais.

Por isso, sempre que encontrar um fornecedor de confiança, não hesite em pedir indicações de serviços ou produtos daquele país que possam ser úteis para seu negócio!

6. Use a tecnologia a seu favor

transformação digital vem alterando a forma como empresas gerem seus negócios em vários aspectos. E é claro que o comércio exterior está incluído aí! Para tanto, a solução ideal é um software de comércio exterior capaz de coletar informações sobre as transações com parceiros internacionais e automatizar tarefas importantes nesse tipo de negociação.

É possível, por exemplo, calcular os impostos alfandegários com precisão, encontrando as melhores saídas para diminuir o impacto dos tributos nas suas importações. Além disso, um bom sistema de importação não só pode como deve ser integrado ao ERP da empresa, transformando-se em um módulo do seu sistema de gerenciamento empresarial.

7. Realize visitas periódicas

Visitar as instalações do seu fornecedor é a maneira mais rápida de entender seu modo de funcionamento, sua política, sua cultura e estrutura.

Além disso, essa é uma ótima oportunidade de ter uma conversa pessoal com os representantes ou funcionários da organização, uma vez que o contato direto ainda não pode ser completamente substituído pela tecnologia.

Você também pode aproveitar a visita para conhecer o mercado do país de destino, estabelecer contatos com outros fornecedores, parceiros e investidores, além de conhecer a cultura empresarial e o mercado consumidor estrangeiro.

Também é uma boa ideia receber representantes dos fornecedores na sua empresa, permitindo que vejam as características do seu negócio e ajustem sua produção a partir daí.

A essa altura, você já sabe que a tecnologia pode melhorar a forma como a empresa faz sua gestão de fornecedores internacionais, certo? Que tal agora saber quais tarefas corporativas podem ser automatizadas, aumentando a produtividade e diminuindo os custos do seu negócio?

Sobre o autor

SONDA

A SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, atua em 10 países com mais de 22 mil colaboradores e 5 mil clientes ativos. Em parceria com seus clientes, a SONDA acredita que com o uso de soluções tecnológicas é possível transformar seus negócios, permitindo conquistar eficiência e vantagem competitiva. Entendemos do seu negócio e sabemos fazer acontecer, contando com uma equipe altamente capacitada. Para mais informações, acesse www.sonda.com/br.