Gestão de Negócios

Gestão de métricas: o que é e como fazer corretamente?

Escrito por SONDA

O controle eficiente de processos e resultados é um ponto central para a gestão de qualquer negócio. Afinal, com informações precisas sobre o atual modo de funcionamento e produtividade da empresa, os gestores conseguem rapidamente tomar decisões estratégicas eficientes. Para isso, normalmente são usados indicadores de desempenho baseados na coleta de dados.

O problema é que apenas captar dados não basta. É preciso escolher as informações corretas, analisá-las e transformá-las em bases seguras para a tomada de decisões. Por isso é tão importante trabalhar com o auxílio de uma boa gestão de métricas! A seguir, vamos explicar o que isso significa e mostrar um passo a passo de como colocar essa estratégia em prática. Confira!

Entenda a gestão de métricas

Quando falamos em métricas, estamos nos referindo a parâmetros de acompanhamento de desempenho que se baseiam em estáticas para traduzir determinada realidade. São, portanto, os índices usados de acordo com o interesse da empresa que transformam sua realidade em informações numéricas.

A gestão de métricas consiste, assim, na escolha das métricas certas, aquelas que realmente impactam o negócio. Indo além, é preciso definir como essas métricas serão usadas e o meio correto de captação de dados para alimentá-las, bem como a maneira com que toda essa quantidade de informação será estrategicamente aproveitada pela empresa.

Defina as métricas certas

Como falamos no tópico anterior, um dos passos primordiais na gestão de métricas é a seleção correta dos índices a serem acompanhados. Afinal, a variedade de métricas criadas para atender às áreas de negócio ou monitorar setores de uma empresa é simplesmente enorme. Para empresas de e-commerce, por exemplo, faz sentido acompanhar o índice de abandono de carrinhos. Enquanto isso, essa mesma métrica não faz sentido algum para uma indústria.

Nesse momento, é essencial levar em conta a necessidade real da empresa. Existe um setor com problemas mais evidentes? Quais resultados precisam ser melhorados? Se o foco é crescimento de vendas e lucro, vale a pena acompanhar a conversão de leads ou monitorar a evolução do ticket médio. Se o problema é de RH, atenção a métricas como faltas, atrasos e horas produtivas.

É importante, portanto, definir os índices-chave de performance — os famosos KPIs. Eles devem estar no centro da sua gestão de métricas, já que abordam os aspectos principais do que será monitorado. Até para não ficar perdido em meio a tantos números, procure focar em no máximo 4 ou 5 métricas desse tipo, além de contar com medidores auxiliares para dar peso às informações coletadas.

Cuide da implementação

Inserir novas métricas em um ambiente de trabalho significa trabalhar com novos mecanismos de controle. O problema acontece quando esse novo modo de controlar a performance da empresa não é suficientemente explicado para os funcionários. Assim como em toda mudança, portanto, essa novidade pode gerar uma série de desconfortos, chegando até a conflitos em casos mais graves.

Para evitar o problema, é importante estabelecer uma comunicação clara entre gestores e colaboradores, promovendo momentos para esclarecer os motivos da adoção da nova metodologia, bem como apresentar as vantagens que essa mudança vai trazer para todos. Também é importante treinar os funcionários para que eles sejam capazes de alimentar os dados necessários para o correto uso dos índices, tudo de maneira simples e efetiva.

Atrele métricas a metas

A gestão de métricas só será efetiva se atender às necessidades estratégicas da empresa. Por isso, o uso de indicadores para definir onde sua empresa está deve ser acompanhado da definição de objetivos, projetando onde ela deverá estar em um prazo bem definido. O fato de as próprias métricas já servirem de base para a determinação de metas a serem atingidas faz com que essa união seja bastante orgânica.

Assim, se o turnover da empresa é considerado alto, a gestão pode definir uma meta: diminuí-lo em 20% nos próximos 2 anos, por exemplo. O importante aqui é fazer com que as metas sejam realistas, mas, nem por isso, não apresentem desafios. Pense bem: se por um lado objetivos irreais desestimulam funcionários, podendo fazer com que os planos sejam abandonados pelo meio do caminho, metas modestas demais podem gerar um efeito de transformação empresarial praticamente nulo.

Acompanhe os resultados sistematicamente

Sua empresa fez um grande esforço para escolher as métricas corretas, difundiu a informação entre os colaboradores e até estabeleceu metas consistentes a serem perseguidas. Porém, no dia a dia, sua monitoria é deixada de lado graças à crença de que os números só devem ser analisados no final de um período mais longo.

Só um detalhe: está lembrado que os dados podem ser colhidos de maneira quase diária e, em alguns casos, até em tempo real? Por isso, faz todo sentido acompanhar rotineiramente a variação e o avanço dos índices. Dessa forma, é possível avaliar impactos imediatos causados por mudanças pontuais ou mesmo a curva de evolução de determinado indicador com o passar do tempo.

Quaisquer que sejam os índices e independentemente dos prazos, monitorá-los de forma rotineira é uma medida importante para fazer com que problemas sejam detectados mais rapidamente e que atitudes de correção sejam tomadas mesmo no meio de um ciclo. Só não se esqueça: algumas ações podem levar algum tempo para surtirem efeitos reais e, portanto, nem sempre a evolução dos números da empresa aparecerá do dia para a noite.

Estabeleça ciclos para a gestão de métricas

No tópico anterior, falamos sobre a importância de acompanhar a evolução dos números da empresa em prazos curtos, certo? Mas não devemos nos esquecer que a gestão de métricas deve sempre se voltar para resultados consistentes e a longo prazo. Por isso, estabeleça ciclos de uso e análise de determinados medidores para, assim, conseguir fazer um balanço global das ações tomadas em determinado período, bem como dos resultados apresentados.

Com base nesse histórico, a empresa consegue desenhar o próximo ciclo de medições de maneira muito mais eficiente, sendo capaz de manter ou trocar medidores-chave de acordo com sua nova realidade e seus novos objetivos.

Lembre-se também de estabelecer ciclos de medição em processos com duração previamente definida — como o período de instalação de um novo sistema de gestão corporativa ou a transferência e a adaptação de funcionários. Assim, mesmo em situações que fogem do cotidiano da empresa, os gestores continuam a manter o controle sobre o que está sendo feito.

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Sobre o autor

SONDA

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