Fiscal

Gestão tributária: 7 dicas para impulsionar os resultados

Escrito por SONDA

Segundo o relatório anual intitulado Estatísticas Fiscais da América Latina e do Caribe, produzido pela OECD (Estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o Brasil possui a maior carga tributária da América Latina, o equivalente a 33,4%.

Mas não é esse o único peso que recai sobre os negócios. Há também a complexidade do sistema tributário do país, que abrange uma infinidade de tributos que variam conforme os produtos vendidos.

É verdade que não há como fugir desses impostos. Todo empreendimento deve recolhê-los para não sofrer sanções. A melhor forma de economizar, no entanto, é manter uma gestão tributária eficiente. O objetivo deste post é lhe mostrar como adotar as melhores práticas de gestão a fim impulsionar ainda mais os resultados do seu negócio. Confira!

1. Conheça e siga a legislação

O primeiro passo da boa gestão tributária é, obviamente, conhecer a legislação que se aplica ao seu negócio e segmento. Isso lhe dará uma visão mais ampla acerca dos processos e obrigações fiscais a que sua empresa está sujeita.

O não cumprimento dessas normas pode representar a aplicação de multas pesadas e punições que poderiam colocar a sobrevivência e a reputação da sua companhia em perigo.

A principal ação nesse momento é buscar, então, um profissional ou escritório contábil para orientá-lo em todos os procedimentos e se certificar de que os processos da sua empresa estão em conformidade com a legislação vigente.

2. Escolha um regime tributário que se adapte ao seu perfil de negócio

A escolha do regime tributário adequado ao seu negócio vai garantir que você não pague impostos desnecessariamente. A diferença entre um modelo de recolhimento e outro pode ser enorme, então faça a escolha certa.

Basicamente, existem três perfis tributários para as empresas: o Simples Nacional, o Lucro Presumido e o Lucro Real.

O Simples é um regime tributário simplificado que unifica oito impostos em uma única despesa. São eles:

  • impostos para a Federação: IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, IPI;
  • recolhimento para a previdência: INSS patronal;
  • imposto para os Estados: ICMS;
  • imposto para os Municípios: ISS.

Por meio desse regime de recolhimento, a micro ou pequena empresa usa o seu CNPJ como cadastro único para todas as esferas do governo (federal, estadual e municipal) e reduz custos trabalhistas, tornando o processo contábil mais descomplicado.

No entanto, algumas atividades e organizações não se encaixam nesse perfil, de modo que podem optar pelo lucro presumido ou lucro real.

  • Lucro Real: o cálculo do tributo incide sobre o lucro real da empresa, que é apurado pela empresa.
  • Lucro Presumido: a legislação determina um lucro para a cobrança da tributação.

Nessa análise, diversas variáveis devem ser consideradas e um profissional especialista será capaz de definir qual o melhor regime tributário no caso da sua empresa.

3. Faça uso de créditos e benefícios fiscais

O crédito fiscal é um dos benefícios que as pequenas e médias empresas (que não fazem parte do Simples Nacional nem são Prestadoras de Serviço) podem utilizar para obter o estorno do valor do tributo pago, que é calculado com base em seu faturamento.

Empresas que tributam o Imposto de Renda por meio do lucro real têm maiores chances de obterem esse benefício. Esse crédito pode ser oriundo de contribuições ao PIS e COFINS, e não depende da atividade econômica da companhia.

Para empresas que optam pelo lucro presumido, esse crédito pode vir do ICMS e IPI.

Por meio de isenções e da redução de alíquota, as empresas podem buscar reduzir os tributos. Investigar quais benefícios estão disponíveis ao seu negócio é umas das principais práticas da gestão tributária eficiente.

4. Use softwares especializados em gestão tributária que automatizem as tarefas

Com a transformação digital, as transações e obrigações fiscais por meios eletrônicos se tornaram cada vez mais comuns — muitas delas obrigatórias.

Sendo assim, é essencial que a empresa utilize softwares que não só automatizem as tarefas, mas também auxiliem no gerenciamento das informações tributárias.

Esses softwares também são conhecidos como ERP, ou Sistema Integrado de Gestão Empresarial, e possuem funções relacionadas a:

  • emissão de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e);
  • Escrituração Fiscal Digital (EFD);
  • Escrituração Contábil Digital (ECD).

Dessa forma, eles são capazes de agilizar processos, emitir relatórios automaticamente e reduzir as chances de erro humano. Veja um caso real dos benefícios de automação fiscal.

5. Terceirize serviços

Por meio da terceirização, ou serviços de outsourcing, a empresa pode delegar a empresas parceiras tarefas que não fazem parte do seu core business, ou foco de atuação. Isso reduz os encargos trabalhistas, além de deduzir gastos nos cálculos de PIS e COFINS (no caso de empresas que optam pelo lucro real).

Algumas das áreas que podem ter seus serviços terceirizados são aquelas relacionadas à TI, como a manutenção de servidores, help desk e service desk.

6. Realize auditorias

A realização de auditorias fiscais auxilia os gestores a estar em conformidade com a legislação tributária e fiscal do país, identificar erros que poderiam acarretar multas à instituição e corrigi-las a tempo antes de causarem grandes prejuízos.

Com esse objetivo, a empresa pode optar por contratar os serviços de outras companhias especializadas ou manter um grupo interno de profissionais que faça um acompanhamento constante.

7. Fique de olho na inadimplência

A inadimplência não constitui crime. Entretanto, se não honrar com os tributos, de acordo com o artigo 2º da Lei nº 8.137/1990, a empresa poderá ser acusada de prática delituosa que pode até se configurar apropriação indébita. Dessa forma, a companhia correr o risco de sofrer penas administrativas.

Se este é um problema recorrente em sua organização, é indispensável avaliar os motivos de isso acontecer. As auditorias e os profissionais especialistas serão capazes de identificar essas falhas e propor medidas para solucioná-las.

Por exemplo, os custos de produção podem estar muito elevados, pode haver erros na precificação dos produtos ou atrasos no pagamento de contas.

Sempre se lembre de que, quando falamos em tributação, estamos nos referindo a receitas do governo, e sua sonegação é crime. Portanto, é fundamental aprimorar a gestão tributária da sua empresa, não só para controlar os gastos e proteger sua empresa, como também para impulsionar os resultados do seu negócio.

Restou alguma dúvida ou se lembra de outras dicas de gestão tributária? Não deixe de compartilhar conosco nos comentários!

 

Sobre o autor

SONDA

A SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, atua em 10 países com mais de 22 mil colaboradores e 5 mil clientes ativos. Em parceria com seus clientes, a SONDA acredita que com o uso de soluções tecnológicas é possível transformar seus negócios, permitindo conquistar eficiência e vantagem competitiva. Entendemos do seu negócio e sabemos fazer acontecer, contando com uma equipe altamente capacitada. Para mais informações, acesse www.sonda.com/br.

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