Indicadores

6 dicas para melhorar a gestão dos indicadores financeiros

Escrito por SONDA

Atualmente, a importância dos indicadores de performance é ecoada pelos corredores das diretorias das organizações como um verdadeiro mantra. Afinal de contas, é de conhecimento geral: não se conduz uma embarcação a seu destino sem bússolas, ferramentas cartográficas e outros instrumentos de direção.

Mas se todos usam indicadores financeiros para guiar políticas de alocação de recursos, por que há tantas organizações sendo tomadas de surpresa por passivos oriundos de dívidas e receitas a prazo que não se confirmam? A resposta é simples: a maioria das empresas monitora indicadores, mas poucas sabem o que realmente fazer com eles.

Mais que simplesmente ter um indicador financeiro no radar, é preciso usá-lo estrategicamente para gerar mudanças. Caso contrário, seu acompanhamento será inútil. Precisa de uma mãozinha? Então conheça agora mesmo alguns dos indicadores financeiros considerados indispensáveis para uma empresa e ainda confira 6 dicas valiosas para promover uma boa gestão desses referenciais. Acompanhe!

Que indicadores sua empresa deve acompanhar?

Por representar um processo de autocrítica e de acompanhamento das ações executadas em determinado período, a mensuração do desempenho nas organizações é fundamental para sua sobrevivência.

Um mercado concorrencial extremamente intenso, em que a corrida pela redução de custos é ininterrupta e capitaneada pelas implementações tecnológicas que enxugam processos e automatizam tarefas: é nesse cenário que vivemos atualmente. Diante disso, é preciso ter olhos fixos nos indicadores financeiros. Já imaginou se uma empresa com custos menores repassa esse alívio ao preço final e ganha vantagem competitiva?

Basicamente, os indicadores financeiros podem ser divididos em 4 grupos: rentabilidade, estrutura de capital, liquidez e atividade. Vamos dar uma olhada em exemplos?

Rentabilidade

Margem operacional

Mede a eficiência operacional de uma empresa — quanto de suas receitas líquidas é proveniente das atividades operacionais. A margem operacional apresenta o percentual de lucro de cada venda antes do pagamento de tributos. Sua fórmula é simples e bastante prática.

Digamos que as vendas do mês tenham somado 50 mil reais e as despesas de vendas, 35 mil reais. Nesse caso, o lucro operacional foi de 15 mil, certo? Então vamos lá: 15 mil ÷ 50 mil x 100 = 30% de margem operacional.

EBITDA

Esse é um dos indicadores favoritos dos analistas. O EBITDA até é semelhante à margem operacional, com a diferença que seu resultado é alcançado considerando o que é faturado antes da incidência de juros, impostos, depreciação e amortização. Sua grande vantagem é a eliminação dos efeitos de financiamentos e regras de depreciação, medindo com maior precisão a produtividade e a eficiência do seu business.

A fórmula do EBITDA fica assim: lucro antes do Imposto de Renda e da contribuição social + despesas financeiras líquidas + depreciações + amortizações.

Estrutura de capital

Endividamento e patrimônio

Representa a diferença entre o capital da empresa e seu endividamento. Esse indicador é muito usado pelos bancos no momento de conceder empréstimos.

Liquidez

Liquidez corrente

Trata do que a empresa tem a receber, bem como de quanto tem a pagar. Chega-se a seu resultado dividindo o ativo circulante pelo passivo circulante. O ideal é que o resultado seja acima de 1.

Atividade

Fluxo de caixa

O fluxo de caixa é um indicador financeiro bem simples, mas que nem por isso deixa de ser importante. Trata-se da relação entre os recursos que entram e saem da empresa, não necessariamente indicando saúde financeira devido aos desajustes advindos do regime de caixa, que desconsidera recebíveis e despesas a prazo. Deve ser lido em conjunto com outros instrumentos que contemplem o regime de competência — como DREs.

Como melhorar a gestão desses indicadores?

Indicadores de desempenho à mão, vamos a algumas dicas do que fazer com eles!

1. Elaborar uma radiografia das metas em paralelo às finalidades

Em um estudo sobre construção de medidas de performance, Andy Nelly, professor da Universidade de Cambridge, sugere que uma estrutura para o projeto de indicadores de desempenho deve conter os seguintes itens: finalidade, fundamentação, meta, fórmula, frequência de apuração, frequência de revisão, responsável pela mensuração, fonte dos dados e o que fazer com eles.

A construção de uma estrutura como essa possibilita que se entenda a razão da apuração das metas. E vale ressaltar que esse entendimento aprofundado atinge tanto o CEO como os colaboradores!

2. Atrelar os indicadores à atuação de outros setores

Você acha que deve cobrar o aumento no ticket médio apenas dos vendedores? Com certeza, não! A elevação desse índice depende da qualidade do produto, da eficiência do marketing e do atendimento pós-venda, entre tantas outras etapas envolvendo diversos departamentos da empresa.

Faça com que o alcance dos indicadores financeiros não seja depositado apenas sobre alguns poucos ombros, mas sim sobre toda a organização! Lembrando que até a diretoria deve ser incluída aí.

3. Montar planos de ação para melhorar os números obtidos

Os custos variáveis estão altos? Que tal elaborar um plano de ação envolvendo toda a empresa, por meio de ações de endomarketing, premiações para as melhores ideias de mudanças e incentivos aos departamentos mais bem-sucedidos, por exemplo? Não se esqueça: os resultados dos indicadores devem ser sempre atrelados a ações corretivas.

4. Implementar ferramentas para monitorar dados em tempo real

Por mais numerosa e capacitada que seja uma equipe, é simplesmente impossível comparar sua capacidade de análise de dados com a de um sistema baseado em Big Data, com altíssima capacidade de desempenho e velocidade de processamento. Acesso a dados? Isso todo mundo tem. O que diferencia as empresas de sucesso das estagnadas é sua competência para transformar dados brutos em informações gerenciais. E isso só pode ser alcançado por meio de soluções baseadas em ciência de dados.

Soluções em Big Data oferecem relatórios e gráficos em tempo real, mostrando o resultado do cruzamento de dezenas de indicadores financeiros e não financeiros, indicando caminhos e insights para a tomada de decisões. Se ainda não atualizou sua empresa nesse sentido, saiba que está perdendo grandes oportunidades.

5. Treinar os colaboradores para obterem melhores resultados

Mas atenção: tampouco adianta ter a melhor infraestrutura de TI se sua equipe não está preparada para lidar com ela. Aliás, não é nada incomum observar empresas com poderosos recursos de data mining que desperdiçam insights valiosos porque seu staff não é capaz de ler os dados adequadamente. Anote aí: o capital humano ainda é imprescindível para a obtenção de bons resultados corporativos.

Nesse sentido, vale firmar parcerias com empresas especializadas para oferecer treinamentos adequados a seus funcionários, abordando o poder dos dados na era da mobilidade, a qualidade e modelagem dos dados, técnicas de análise preditiva e cruzamento de informações financeiras internas e macroeconômicas. Com uma boa infraestrutura e colaboradores devidamente treinados, você conseguirá guiar seu time com base nas informações colhidas.

6. Conciliar metas financeiras a metas não financeiras

Desde que Robert Kaplan e David Norton, professores da Harvard Business School, publicaram seu artigo sobre Balanced ScoreCard (BSC) deu para perceber que somente a observação dos indicadores financeiros não era suficiente para formar uma visão sistêmica do desempenho empresarial. E isso foi em 1992! A conclusão tirada? Era preciso fazer a junção desses com outros referenciais.

Embora essa concepção seja conhecida pela maioria dos CEOs, muitos ainda se deixam cegar pela urgência dos indicadores financeiros, focando só neles sem perceber sua interseção com outras perspectivas — clientes, processos internos, aprendizado e crescimento.

Se seu nível de endividamento é alto, por exemplo, pode ser que isso tenha relação com a ineficiência de seus processos internos. Da mesma forma, seu lucro líquido insatisfatório pode estar intimamente ligado à ausência de planejamento tributário. Já se seu ticket médio é baixo, pode ser que a abordagem aos consumidores não seja a mais adequada.

Olhar apenas para indicadores financeiros é aceitar ter uma visão estrábica sobre o negócio. Pois isso acaba hoje! Pronto para interligar esses indicadores com todos os outros acompanhando pela organização, sempre por meio eletrônico e em um trabalho com base em BSC? Então mãos à obra!

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Sobre o autor

SONDA

A SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, atua em 10 países com mais de 22 mil colaboradores e 5 mil clientes ativos. Em parceria com seus clientes, a SONDA acredita que com o uso de soluções tecnológicas é possível transformar seus negócios, permitindo conquistar eficiência e vantagem competitiva. Entendemos do seu negócio e sabemos fazer acontecer, contando com uma equipe altamente capacitada. Para mais informações, acesse www.sonda.com/br.