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Mitigação de riscos operacionais: entenda a importância

Escrito por SONDA

A mitigação de riscos operacionais ganhou importância no setor financeiro e rapidamente se alastrou para outros segmentos do mercado — como Tecnologia da Informação (TI), projetos, construção civil e assim por diante. O movimento teve início com a insolvência de diversas instituições bancárias, na década de 1990, impactando não só a reputação de tais empresas como também abalando a confiança do mercado em transações de grande importância e pouca segurança.

O que as instituições bancárias passaram a fazer foi identificar com antecedência quais eram os riscos inerentes a seu negócio, encontrando soluções para bloquear qualquer tipo de consequência negativa advinda de tais riscos. E isso tem se tornado uma prática em várias empresas. Curioso para saber o que é mitigação de riscos e qual é sua importância no universo corporativo? Então siga em frente!

O conceito por trás da mitigação de riscos

A palavra mitigar significa atenuar, abrandar. Já a palavra risco está atrelada à incerteza de que algo aconteça. Quando falamos em mitigação de riscos operacionais, estamos nos referindo à atenuação dos impactos que uma falha processual pode trazer para a empresa. Aí podemos incluir a falta de segurança da informação, abrindo brechas para vazamento de dados estratégicos do negócio, por exemplo. Quando a falha ocorre, a empresa está sujeita a perder capital e ter prejuízo financeiro.

Existem diversos tipos de riscos operacionais que podem ocorrer durante a vida de uma empresa, indo de uma simples falha na produção até uma fraude de grandes proporções. O tipo de impacto causado está ligado à gravidade do risco e ao nível de preparo da organização para combatê-lo. As principais consequências de um risco mal dimensionado são a perda da credibilidade da instituição, como aconteceu com os bancos na década de 1990, e a perda financeira, que pode comprometer o futuro e a sustentabilidade da organização.

Na sequência, você vai entender por que planejar e executar a mitigação de riscos na sua empresa é essencial.

A redução das falhas processuais

O primeiro benefício da mitigação de riscos é a redução das falhas operacionais que comprometem o desempenho da organização. Para exemplificarmos, pense em uma fábrica de automóveis. Lá, um dos equipamentos faz um encaixe mal colocado entre 2 peças, exigindo que um funcionário finalize o trabalho manualmente. Se a empresa deixa que a produção corra sem corrigir o erro, está colocando seus consumidores em risco e abrindo brechas não só para recalls como também para processos cíveis e criminais. Além da perda financeira, o negócio está sujeito a uma crise de imagem.

Colocando o funcionário para finalizar o trabalho, a empresa perde tempo de produção, aumentando seu custo e entregando menos carros por dia para o estoque. Isso também gera perdas financeiras e de credibilidade da organização junto ao público interno. Já se a fabricante investe em gestão de riscos, tem as incertezas do negócio mapeadas, com seus respectivos impactos determinados. Assim, será capaz de avaliar a situação com precisão e agir rapidamente para eliminar o problema.

O combate a fraudes

Pode acreditar: as fraudes são mais comuns do que parecem. De acordo com um estudo da KPMG, 38% dos fraudadores têm mais de 6 anos de trabalho na empresa, sendo que 58% deles estão em cargos executivos ou de direção. 66% dos fraudadores de uma organização cometeram algum tipo de delito para obter vantagens para si mesmo e 27% porque estavam em posições que permitiam o enriquecimento ilícito.

Por mais que as fraudes sejam cometidas por motivos diversos, há um consenso: o uso da tecnologia tem se mostrado essencial para o sucesso dos fraudadores. Acesso ilimitado às informações e aos recursos da empresa, possibilidade de enviar e-mail em nome de outras pessoas, além de logins e senhas de acesso usados por vários usuários: essas são apenas algumas das falhas operacionais cometidas pelas empresas.

Todos esses riscos trazem prejuízos (tanto financeiros quanto de reputação) à organização. A marca fica manchada no mercado, a equipe perde credibilidade e os funcionários ficam com a autoestima baixa, o que faz com que as empresas percam produtividade e talentos. Eis a importância de se ter um comitê de gestão de riscos na empresa para avaliar as possíveis falhas internas e analisar soluções que, caso não sejam definitivas, ao menos contribuam para a mitigação de riscos operacionais.

A eficiência e a competitividade

Não tem como discutir: uma empresa livre de falhas operacionais é mais eficiente. Esse negócio não perde recursos com processos mal dimensionados, não investe mais do que o necessário para desenvolver e comercializar um produto ou serviço, tampouco mantém funcionários sem a qualificação adequada para conduzir os negócios e gerar resultados.

Resumindo: uma empresa que faz a mitigação de riscos operacionais adequadamente é uma empresa pronta para o mercado, competitiva e alinhada às necessidades do seu segmento e de seus consumidores. Ela é também uma empresa confiável, que zela por sua reputação e está preocupada com sua cadeia de valor.

A mitigação de riscos operacionais na prática

Além da importância da gestão de riscos, você deve saber como implementar essa cultura na empresa. E já adiantamos: todos os níveis hierárquicos devem estar comprometidos para que a estratégia funcione. Veja só:

  • Identifique os riscos: faça um levantamento dos riscos por área, elencando tudo o que pode impactar sua empresa de modo negativo, causando perdas;

  • Analise: com todos os riscos mapeados, determine a probabilidade de eles efetivamente ocorrerem e a gravidade do impacto;

  • Busque soluções: reúna sua equipe para um brainstorming, buscando soluções que possam eliminar ou mitigar os riscos e as incertezas;

  • Construa um plano de ação: defina ações a serem tomadas para mitigar os riscos, como a contratação de uma consultoria especializada, a adoção de tecnologias mais modernas e a substituição de máquinas, entre outras;

  • Monitore os resultados: acompanhe a implementação de cada ação para se assegurar de que o risco foi realmente eliminado ou mitigado. Um modelo de governança corporativa ou compliance pode ser criado para realizar esse acompanhamento e aumentar o nível de qualidade da gestão de riscos operacionais.

Quanto mais eficiente sua empresa for na identificação e mitigação de riscos operacionais, maior será seu nível de sucesso. Por falar nisso, que tal saber como a eficiência operacional é chave para que sua empresa mergulhe de vez na transformação digital?

 

Sobre o autor

SONDA

A SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, atua em 10 países com mais de 22 mil colaboradores e 5 mil clientes ativos. Em parceria com seus clientes, a SONDA acredita que com o uso de soluções tecnológicas é possível transformar seus negócios, permitindo conquistar eficiência e vantagem competitiva. Entendemos do seu negócio e sabemos fazer acontecer, contando com uma equipe altamente capacitada. Para mais informações, acesse www.sonda.com/br.

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