Gestão de Negócios

Saiba para que serve o EBITDA

Escrito por SONDA

Em uma época de constantes mudanças e concorrência global, gerir com excelência os dados contábeis empresariais é premissa fundamental para tomar decisões corretas, atrair investimentos e ampliar o faturamento da organização. Diante desse cenário, já podemos adiantar que, entre os indicadores críticos para medir a saúde financeira de um negócio está o EBITDA, certamente dos mais famosos — e também dos mais polêmicos!

Apesar de ser muito criticado por ocultar informações importantes, como índice de endividamento, impactos fiscais e variações no capital de giro, esse referencial pode ser sim muito útil às empresas para mostrar seu potencial de geração de caixa, uma vez que evidencia quanto dinheiro é gerado a partir dos ativos operacionais.

Trata-se do primeiro passo na avaliação contábil e financeira de uma empresa e que, apesar de não ser de divulgação obrigatória por parte da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), é de acompanhamento e demonstração essenciais a qualquer empresa que deseja ser vista como exemplo de governança e transparência no mercado. Hoje você vai descobrir para que exatamente serve o EBITDA. Vamos lá?

Como assim lucro antes de juros?

EBITDA é a sigla em inglês para Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization, traduzido para o português como Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (LAJIDA). Criado nos Estados Unidos nos anos 70, esse indicador se tornou popular no mundo todo a partir da década de 90, com sua apuração relativamente simples e as possibilidades de projeção futura do desempenho do negócio. Resumindo: não é preciso ser nenhum bacharel em Contabilidade para calcular o EBITDA, que por sua vez desconsidera juros de recursos financiados e depreciação dos ativos.

Em linhas gerais, assim como o exame de apenas um sistema do organismo pode não ser suficiente para mensurar nosso nível de vitalidade, analisar unicamente o lucro ou o prejuízo de uma empresa em determinado período certamente não dará ao analista uma visão sistêmica da sua performance. Aí entra o EBITDA, um dos muitos indicadores que ajudam a ampliar essa visão sobre balanços e demonstrativos empresariais.

Pelo fato de não computar amortização de pagamento de empréstimos, depreciação de máquinas e Imposto de Renda, o EBITDA se tornou um referencial financeiro poderoso para medir o quanto a empresa gera de recursos apenas com suas atividades operacionais — ou seja: qual é o nível de produtividade e eficiência da organização.

Como exatamente calcular o EBITDA?

Por meio da análise do Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE), é possível chegar facilmente ao EBITDA. Veja como deve ser o cálculo: lucro antes do Imposto de Renda e da contribuição social + despesas financeiras líquidas + depreciações + amortizações.

E aqui vale fazermos uma observação importante: nada de confundir EBITDA com EBIT, que é conhecido como lucro na atividade. A principal diferença é que, diferentemente do EBITDA, o EBIT considera os efeitos contábeis de depreciações e amortizações.

O que é que o EBITDA não mostra?

Agora vamos à parte que gera um pouco de polêmica: as omissões do EBITDA. Veja de que formas você precisa complementar esse índice!

Nível de alavancagem

O que levou a empresa a obter os resultados avaliados? Como o EBITDA desconsidera os juros dos empréstimos que as organizações costumam contratar para alavancar suas operações, esse índice contábil pode oferecer uma perspectiva ilusória sobre a efetiva liquidez da empresa. Para equilibrar a análise, o ideal é estudar o EBITDA juntamente com indicadores de alavancagem — como índice de endividamento.

Variações no capital de giro

Mais uma informação que o EBITDA não mostra. Imagine que uma empresa tenha vendido 200 mil reais no mês de abril. Como todas as vendas foram feitas à vista, o negócio de fato recebeu o valor anunciado. Vamos aos custos? Só lembre que, de acordo com as regras do regime de competência, quando uma empresa vende algo, todos os custos devem ser lançados no mesmo mês da transação. Assim, supondo que os custos dessas mercadorias vendidas tenham girado em torno de 80 mil reais, o EBITDA do mês seria de 120 mil.

Agora vamos imaginar um segundo cenário, no mês de maio. Digamos em que a empresa não consiga aumentar suas vendas, vendendo, portanto, os mesmos 200 mil reais, sendo que, dessa vez, 80% foram a prazo (160 mil) e 20% à vista (40 mil). Pelo regime de competência, a receita foi de 200 mil. E considerando que os custos foram os mesmos do mês anterior, o EBITDA seria novamente de 120 mil, certo? O problema é que, dessa vez, o resultado em dinheiro (regime de caixa) seria negativo, já que 40 – 80 = – 40 mil reais!

Perceba que, nesse segundo momento, uma importante mudança na liquidez da empresa não foi capturada pelo EBITDA. Isso reforça a ideia de que os indicadores contábeis devem ser analisados conjuntamente. Nesse caso, indicadores mais imediatistas, como fluxo de caixa, poderiam dar a noção exata do que acontece na organização.

E quais as vantagens de usá-lo?

Retirando elementos extras na análise de desempenho da empresa (como depreciações e impostos), a purificação dos números desse referencial o torna excelente para comparar organizações de setores diferentes, que sofrem cargas tributárias diversas, bem como negócios idênticos em países distintos, cujas regras de depreciação são diferentes.

Como se centraliza apenas na geração de recursos por força das atividades operacionais, desconsiderando, por exemplo, incentivos fiscais que podem mascarar o desempenho real, o EBITDA também se mostra excelente para mensurar os níveis de produtividade e eficiência da empresa. Para esse fim, pode ser usado como um indicador interno, calculado mês a mês.

Finalmente, é importante destacar que esse índice pode ser usado para estimar desempenho futuro, algo bem difícil na Contabilidade. Isso acontece porque, por meio dele, é possível conciliar as estimativas futuras de fluxo de caixa com o resultado alcançado em exercícios anteriores.

Voltando à analogia médica lá do primeiro tópico, dificilmente se diagnostica uma patologia com apenas um exame. Funcionando como um grande organismo, o mesmo acontece em uma empresa! Para compreender com exatidão a saúde de um negócio, portanto, há uma infinidade de indicadores que normalmente são de difícil cruzamento com base apenas em planilhas. O ideal é ter à disposição soluções contábeis inteligentes, que possam cruzar dados e dar respostas rápidas, além de realizar análises complexas baseadas em Big Data Analytics.

Otimizar processos burocráticos tributários, contábeis e fiscais é fundamental para reduzir erros, elevar a produtividade e ter sempre à disposição informações profundas para a tomada de decisões. O EBITDA é, de fato, um indicador interessante, desde que seja trabalhado conjuntamente com outros referenciais. E existem soluções contábeis de impacto baseadas em cloud computing para prover essas demandas!

Agora que você já sabe os segredos do EBITDA, continue conosco para descobrir como desvendar a métrica receita média por cliente!

 

Sobre o autor

SONDA

A SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, atua em 10 países com mais de 22 mil colaboradores e 5 mil clientes ativos. Em parceria com seus clientes, a SONDA acredita que com o uso de soluções tecnológicas é possível transformar seus negócios, permitindo conquistar eficiência e vantagem competitiva. Entendemos do seu negócio e sabemos fazer acontecer, contando com uma equipe altamente capacitada. Para mais informações, acesse www.sonda.com/br.

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