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Tarifa branca: o que é e como ela funciona?

Escrito por SONDA

Já ouviu falar em tarifa branca? Trata-se de uma nova opção de tarifa para que empresas e consumidores residenciais possam economizar com o consumo de energia elétrica. Atualmente, temos apenas um modelo tarifário (convencional), em que é aplicada nas contas de luz uma proporção R$ x kWh ao consumo, independentemente do horário de uso dos serviços.

A questão é que existe um grande desnível na distribuição de energia. Todos os dias, o sistema é altamente sobrecarregado nos horários de pico (“período de ponta”, compreendido entre 19h e 21h59, segundo a Nota Técnica 301/2016 da ANEEL).

Por outro lado, o mesmo sistema apresenta capacidade ociosa nos demais momentos do dia. O altíssimo consumo de energia no período da noite “empurra” as concessionárias a investirem volumosos recursos em infraestrutura, tão somente para dar conta de um curto período do dia.

A tarifa branca vem justamente para conciliar interesses: adia a urgência de realização de grandes obras de infraestrutura por parte das distribuidoras e, ao mesmo tempo, concede uma opção de economia para os consumidores que possuem flexibilidade para deslocar sua faixa de consumo para períodos em que a tarifação será mais barata.

Quer descobrir como sua empresa pode reduzir custos com consumo de energia nesse novo modelo? Então, continue nos acompanhando!

O que é a “tarifa branca”?

Regulamentada pelo artigo 56-A da Resolução 414/2010 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a modalidade tarifária horária branca (chamada popularmente de “tarifa branca”) diz respeito à possibilidade de aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica, de acordo com as horas de utilização do dia. Neste formato, haveria 3 referências tarifárias:

  • período de ponta (o mais caro, entre 19h e 21h59);
  • período intermediário (das 18h às 18h59 e das 22 h às 22h59);
  • período “fora de ponta” (das 23h de um dia até as 17h59 do dia seguinte).

O modelo tarifário convencional não será extinto. Na verdade, o que se propõe é que haja outra opção aos que, após estudos de gestão das métricas de consumo, tenham chegado à conclusão de que esse novo formato é mais interessante.

Em outras palavras, os consumidores devem manifestar a adesão à tarifa branca perante as distribuidoras, que têm 30 dias para inseri-los no novo modelo. O consumidor pode retornar ao formato convencional a qualquer tempo, mas, neste caso, uma nova escolha da modalidade tarifária branca só poderia ser atendida após 180 dias.

A tarifa branca já está valendo?

A cobrança baseada na segmentação dos três postos tarifários (pico, intermediário e fora do pico) deveria já ter sido implementada desde o início da década. Entretanto, um longo impasse entre distribuidoras, ANEEL e Inmetro (a quem compete aprovar os novos medidores eletrônicos, que fragmentam as faixas de horário de consumo) travou a materialização da proposta.

Após uma reunião pública feita em 6/9/2016, no entanto, os gestores da ANEEL aprovaram, enfim, o modelo, que passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2018. A implantação será feita de forma escalonada:

  • 2018: atendimento aos pedidos de adesão dos consumidores de novas ligações e dos que possuem média mensal superior a 500 kWh;
  • 2019: atendimento, também, aos quem possuem consumo médio superior a 250 kWh/mês;
  • 2020: atendimento a todos os consumidores de baixa tensão, independentemente da faixa de consumo.

Para aderir à tarifa branca, basta formalizar sua opção junto à distribuidora. Quem não se manifestar, mantém sua conta de luz no modelo atual.

A tarifa branca resulta na redução de consumo de energia elétrica das empresas?

Essa pergunta oferece respostas múltiplas, a depender do perfil de cada empresa. Um estudo da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO), por exemplo, revela que a regulamentação da tarifa branca pode trazer uma redução de até 13% na conta de luz.

Não é pouca coisa. Imagine o quanto uma redução de custos com conta luz poderia dar de fôlego extra a uma grande empresa, especialmente em um momento de retração econômica. De fato, o custo com energia elétrica é um dos mais pesados para os empreendedores nacionais. Se uma simples EPP, com poucos funcionários, chega a desembolsar R$ 14 mil por mês com esse passivo, imagine o quanto sangra mensalmente uma empresa de grande porte tendo que arcar com tais custos.

A questão central para saber se a tarifa branca vai reduzir custos de energia elétrica em sua empresa é entender se ela consegue deslocar todas as suas atividades para fora dos horários intermediários e de pico (o que depende da análise dos riscos operacionais). Caso não consiga, a conta de luz certamente vai ficar muito mais alta.

Em Minas Gerais, segundo O Globo, a Cemig já avisou que das 18h às 18h59 e das 22h às 22h59, o custo será de 120% na tarifa branca. Nas demais horas do dia, entretanto, a tarifa aplicada será de 83% do valor pago na conta de luz do modelo tradicional (17% mais barata).

No caso da Light, no Rio de Janeiro, quem optar pela tarifa branca e utilizar a energia normalmente no período de ponta (19h às 21h59) vai pagar 203% do preço convencional e 130% na faixa intermediária. Fora do pico, todavia, o custo de energia será 15% menor do que na tarifação comum.

Perceba que a redução da conta de energia das empresas depende da realização de um diagnóstico de consumo, além da própria experimentação, quando o sistema entrar em vigor.

Alta no custo da energia elétrica exige soluções estratégicas

Quanto das receitas de sua empresa são diluídas pelos custos variáveis de operação (como contas de água e luz)? Uma pesquisa sobre o peso da energia elétrica nas empresas, divulgada recentemente pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), revelou um aumento real de 59,3% no custo com energia para a indústria brasileira nos últimos 3 anos. É preciso mobilizar a área estratégica de sua organização para avaliar, por meio da análise de dados se, de fato, a modalidade tarifária branca pode reduzir seus custos operacionais!

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Sobre o autor

SONDA

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