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Tecnologia no setor financeiro: 5 possibilidades que estão transformando o mercado

Escrito por SONDA

Considerado o pai da Administração moderna, Peter Drucker diz que a revolução da informação representa uma nítida transferência de poder de quem detém o capital para quem detém o conhecimento.

Esse ensinamento ilustra bem a revolução silenciosa imposta pela tecnologia no setor financeiro, estimulando instituições a redimensionar suas operações e repensar sua relação não só com os clientes, mas com o próprio dinheiro.

Transacionando terabytes de dados diariamente, é simplesmente impossível para as instituições financeiras sobreviverem sem se adaptar (e com rapidez) às inovações trazidas pela TI. Nos Estados Unidos, por exemplo, apenas 2 dos 20 bancos que operavam na década de 80 cruzaram o novo milênio de portas abertas. A lição que podemos tirar daí é que o darwinismo corporativo não perdoa os desatualizados.

Atualmente, vemos os bancos evoluindo do atendimento tradicional em agências físicas para a interação digital por meio de múltiplos canais de atendimento.

Também observamos diariamente o lançamento de novas tecnologias de proteção ao acesso via bankline. Ainda assistimos, atônitos, à incorporação de tecnologias como deep learning e análise preditiva em processos básicos, como definição de taxas de juros, concessão de crédito e aprovação de empréstimos.

Mas há muito mais para acontecer no setor, sabia? Que tal conhecer agora mesmo as 5 tecnologias que prometem dominar os bancos nos próximos anos? Acompanhe!

1. Big Data Analytics na análise de crédito

E se um computador avaliasse a liberação de uma carta de crédito? Pois a análise de risco para bancos e financeiras já começa a ser feita por meio de algoritmos, linguagem de máquina e técnicas complexas de estatística. Tudo isso trabalhado por superprocessadores, reduzindo ameaças e tornando a avaliação de crédito muito mais precisa.

É importante destacar que essa tecnologia no setor financeiro também ajuda as áreas de investimento na formação de uma carteira diversificada e com maior potencial de rentabilidade. Outro uso do Big Data Analytics se volta para o auxílio às formulações das políticas de juros, bem como para a análise do perfil de cada cliente — o que permite oferecer produtos exclusivos.

2. IoT em projetos de mobile payment

Muito se fala em Internet das Coisas para o desenvolvimento de produtos óbvios, como casas inteligentes e equipamentos médicos vestíveis, a ponto de quase ninguém notar que, atualmente, os bancos são enormes investidores dessa tecnologia no mundo. Mas qual o proveito que uma instituição financeira pode tirar desse tipo de solução?

A verdade é que a Internet das Coisas é uma tecnologia bastante promissora para o setor financeiro, especialmente na formatação de novos equipamentos para a efetivação de pagamentos.

Você já deve ter ouvido falar em pagamentos feitos por celular, via NFC, certo? Então entenda: o NFC é um serviço de comunicação wireless que permite que 2 equipamentos troquem dados a poucos centímetros de distância. Na prática, da mesma forma que hoje você usa um cartão para liberar a catraca no ônibus, poderá, com a aproximação do smartphone a um terminal, confirmar compras.

E, obviamente, esse processo é possível graças à tecnologia! Nesse caso, os dados do cartão de crédito ficam criptografados no dispositivo, só sendo detectados por meio de máquinas especiais após uma série de confirmações de identificação.

Esse foi só um exemplo para ilustrar o poder e a acessibilidade dessa tecnologia. Afinal, a verdade é que a Internet das Coisas tem ramificações no setor bancário que nossa imaginação talvez nem consiga alcançar. Para você ter uma ideia, já existem, projetos de mobile payment via carro conectado! E por mais que pareça trama de filme de ficção científica, é a mais pura realidade.

3. Biometria no combate a fraudes

É simplesmente impossível falar de tecnologia no setor financeiro e não mencionar a biometria. Mas se você acha que estamos nos referindo à identificação pela digital em caixas eletrônicos, pense novamente. Projetos de análise biométrica para mitigar riscos e combater fraudes envolvem reconhecimento manuscrito, facial e da íris nos chamados ATMs.

E pode acreditar: algumas instituições europeias já possuem sistemas de monitoramento interno acoplados a superprocessadores, que cruzam montanhas de dados relacionados ao andar de cada cliente para validar sua identidade. Com isso, é possível identificar, em questão de minutos, se o indivíduo é quem diz ser.

4. Redes neurais no atendimento ao cliente

Redes neurais são sistemas inspirados nos neurônios biológicos e na estrutura de conexões cerebrais. São sistemas computacionais baseados em ligações capazes de aprender, armazenar e usar conhecimento experimental.

Tal como acontece nas portas lógicas usadas em circuitos computacionais, não há uma programação predefinida dos neurônios artificiais. No lugar disso, existe um sistema complexo de feedbacks que modifica de forma incremental cada resultado, em cada estímulo.

Esse conjunto de conexões da neurocomputação é capaz de criar ferramentas de atendimento ao cliente muito mais interativas que os atuais métodos disponíveis. Assim, em vez de investir vultosos recursos na contratação de empresas terceirizadas especializadas em SAC, bancos e financeiras podem implementar eficientes canais digitais de comunicação com seus correntistas.

Esses canais contam com robôs inteligentes que respondem a questões de alto grau de complexidade de forma natural, capazes de alterar suas respostas à medida que aprende com as perguntas.

Vale lembrar que, em sistemas mais elaborados, as redes neurais formam a base para que máquinas aprendam qualquer função que uma pessoa possa dominar. Pense bem: se seu banco se gaba na propaganda de TV se dizendo digital, o que dizer de uma instituição que usa esse tipo de tecnologia no setor financeiro?

5. Blockchain na transferência de valores

A raiz sobre a qual está fincada a moeda digital mais conhecida do mundo (o Bitcoin) chama a atenção dos bancários há tempos, despertando neles o interesse em saber como tal tecnologia revolucionária de armazenamento seguro de dados pode ser usada no tradicional setor bancário. Estamos falando aqui da tecnologia blockchain.

Por meio dessa tecnologia, os dados das transações deixam de ser armazenados em um único local para serem distribuídos e validados por diversos pontos de uma rede. Hoje, muitos bancos usam esse sistema de autenticação para reduzir custos com segurança, ampliar a proteção na transmissão de dados e melhorar sua eficiência operacional.

Além disso, com a autenticação de informações de forma múltipla e sem a necessidade de intermediários, um banco pode, por exemplo, transferir dinheiro a outro sem passar pelos sistemas do Banco Central. O fato de esse sistema gravar de forma definitiva todos os dados e de sua validação ser feita por inúmeras fontes amplia exponencialmente as dificuldades de um hacker fraudar uma operação bancária. Nada mal, não concorda?

Por fim, se você é diretor, gerente ou CEO de uma empresa do setor financeiro, que tal direcionar sua instituição para a transformação digital? Entre em contato conosco para entender como a tecnologia no setor financeiro pode alavancar seus resultados!

 

Sobre o autor

SONDA

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