Gestão de Negócios

Transformação digital no Telecom: conheça as maiores tendências

Escrito por Eduardo Borba

Desde meados do século XX, os serviços de telecomunicação vêm se mostrando essenciais para a infraestrutura econômica global. A verdade é que, seja por meio de satélites, fibra ótica ou mesmo rádio, transmitir dados de maneira segura a longa distância aproxima mercados, pessoas e culturas. No entanto, com a popularização da internet e a aproximação do setor com a TI, as transformações do Telecom finalmente têm tomado forma.

Não tem nem como discutir que, hoje em dia, a inovação traz uma série de tendências que vão desde o uso de dispositivos móveis e a computação na nuvem até a internet das coisas no marketing. Pensando em todo esse cenário é que resolvemos mostrar, neste post, quais são as tendências em curto e médio prazos que prometem modificar profundamente o uso das telecomunicações para as empresas. Ficou interessado? Então continue lendo!

Cloud computing

A computação na nuvem já é uma realidade consolidada. Trata-se basicamente de usar a infraestrutura baseada na rede mundial de computadores para transmitir, armazenar e processar dados. Nesse âmbito, uma das soluções mais populares para o mercado corporativo é o armazenamento de informações na nuvem, trocando os servidores físicos pelos baseados em data centers de grandes empresas, podendo ser acessados por qualquer dispositivo conectado à internet.

No entanto, graças à oferta cada vez maior de soluções desse tipo, vêm surgindo novas maneiras de gerenciar a relação entre empresas e fornecedores baseados na nuvem. Atualmente, a mais promissora é o cloud broker — corretagem na nuvem. Nesse modelo, o empresário pode contratar uma empresa terceirizada para cuidar dos aspectos legal e técnico referentes à aquisição de serviços na nuvem.

De acordo com uma pesquisa da IDC, 50% de todas as receitas geradas por serviços na nuvem serão provenientes de cloud brokers e parceiros até o ano de 2020. Isso vai acontecer por 2 motivos principais:

  1. é acessível para aquelas empresas de pequeno e médio portes que não podem contar com uma equipe robusta de TI própria;

  2. consegue agilizar e garantir a segurança jurídica da relação entre empresas e fornecedores de serviços na nuvem.

Cloud Service Management

Contratar um serviço de corretagem na nuvem será uma boa alternativa para melhorar as telecomunicações de qualquer negócio. Na prática, porém, é possível extrair ainda mais potencialidades da cloud computing com o uso do Cloud Service Management — sistema de gerenciamento na nuvem. O CSM parte da premissa básica de que as empresas não precisam saber programar para usar a nuvem. Na realidade, basta que configurem os serviços de acordo com suas necessidades!

Aí é que surge esse sistema de soluções diferenciadas e integradas, incluindo a interface de acesso, a gestão e a transmissão dos dados, além de transição do sistema de comunicação tradicional para um outro, baseado na nuvem. O objetivo é fazer com que as empresas não precisem de investimentos massivos para criar e gerir ambientes na nuvem. Ao mesmo tempo, os negócios recebem uma longa gama de opções de serviços que funcionarão como enormes diferenciais competitivos para o mercado em que atuam.

Internet das Coisas

A ampliação das soluções baseadas na nuvem tem uma estreita ligação com outra tendência de telecomunicação e TI: a Internet das Coisas, que aproveita a internet para potencializar o uso de equipamentos simples. Sejam relógios, geladeiras ou tênis, a ideia básica é uma só: captar informações sobre os usuários e empregar esses dados para prover melhores experiências de uso ou de compra.

Acredite você ou não, é fato: a Internet das Coisas vem mostrando diferentes impactos nos negócios, especialmente no marketing. Locadoras de veículos, por exemplo, já estão apostando em soluções inteligentes para os carros, fazendo com que quem os aluga em uma cidade diferente do seu município natal receba informações sobre pontos turísticos ou restaurantes e hotéis interessantes diretamente no painel do carro. Bem providencial, não concorda?

Esse tipo de transformação digital requer novas estratégias de aproximação do cliente, levando em conta que as iniciativas devem ser ao mesmo tempo úteis e não invasivas. Indo muito além de simplesmente mudar a forma como os profissionais criativos devem planejar suas ações de marketing, a exigência se espalha para a estrutura tecnológica das empresas, demandando uma revolução profunda.

Afinal de contas, os dados precisam ser transmitidos de forma constante e para distâncias variadas, processados e depois reenviados para os usuários. Para funcionar como o esperado, todo esse processo pede mudanças profundas na infraestrutura da internet móvel e no uso da nuvem para a movimentação dessa quantidade assombrosa de informações.

Servidores virtualizados

Por mais que os serviços de armazenagem na nuvem estejam em alta, os servidores físicos ainda se mantêm como ferramentas importantes para o mundo corporativo. Afinal, são ferramentas consideradas estáveis e robustas, capazes de melhorar o potencial das empresas para gerir dados internos e até mesmo para acessar os serviços de telecomunicação.

Mas há sim uma novidade no setor: os servidores virtualizadas. Trata-se basicamente de centralizar o trabalho que antes era realizado por diferentes máquinas, aumentando consideravelmente os custos de TI. Hoje em dia, pouquíssimos ou até mesmo um único equipamento: é só disso que a empresa precisa para gerir todo o ecossistema de storage e servers de maneira mais econômica.

Essa solução tende a ser adotada por setores que necessitam de processos diferenciados para a armazenagem e a integração com serviços de Telecom, como bancos e instituições financeiras, além da área médica e farmacêutica. Devido à recente PEC do teto dos gastos, o setor estatal não deve realizar grandes investimentos de infraestrutura desse tipo nos próximos anos.

3ª plataforma

A 3ª plataforma é uma tendência detectada pela IDC em 2010. Faz referência à necessidade de os serviços de TI darem um passo à frente em relação às inovações já conquistadas, conseguindo unir grandes áreas do setor de maneira produtiva — serviços na nuvem, Big Data, mobilidade e uso das redes sociais.

Nessa fase da TI, portanto, os serviços passam a seguir uma lógica de escalabilidade, adaptando-se ao tamanho das demandas empresariais, de interoperabilidade, podendo ser geridos e manuseados por diferentes tipos de profissionais, e de disrupção de processos, podendo realmente mudar a maneira como as empresas fazem negócios.

Um bom exemplo para mostrar como a 3ª plataforma é mesmo uma tendência está no agronegócio. Embora o setor já use bastante a tecnologia na produção, com máquinas e insumos diferenciados, também passou a usar a TI para melhorar sua própria infraestrutura de telecomunicações. O agronegócio passou, assim, a ter acesso mais rápido a diferentes mercados espalhados pelo mundo, melhorando o contato para vendas e agilizando o acionamento e o controle de fornecedores.

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Sobre o autor

Eduardo Borba